
(Foto/Divulgação)
Pessoas com deficiência (PCDs) cobram melhorias na acessibilidade das calçadas da região central de Uberaba. Uma das principais reclamações está na rua Alaor Prata, nas proximidades da agência dos Correios, onde uma simples circulação pela calçada pode se tornar algo impossível para uma mãe com um carrinho de bebê, cadeirantes, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Segundo os denunciantes, além da largura reduzida da calçada, uma placa de sinalização instalada no local dificulta ainda mais a passagem de pedestres. Em alguns casos, a situação obriga usuários a desviar o trajeto ou até utilizar a pista de rolamento para continuar o percurso.
A preocupação é ampliada pelo grande fluxo de pessoas na região central. A população questiona a falta de adaptações que garantam acessibilidade e segurança, especialmente para quem depende de cadeiras de rodas, bengalas, andadores ou possui algum tipo de limitação de mobilidade.
Questionada pelo Jornal da Manhã, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) informou que os novos loteamentos já são aprovados com exigência de calçadas acessíveis. Para áreas urbanas consolidadas, como a região central, a pasta informou que está elaborando um Plano de Adequação de Calçadas, que deverá orientar a população sobre as adequações necessárias.
A secretaria também afirmou que exige a regularização dos passeios em novas construções e demolições realizadas em áreas já consolidadas da cidade e destacou que os projetos executados pelo poder público seguem as normas de acessibilidade. Sendo que a fiscalização é realizada pelo Departamento de Posturas.
No entanto, a resposta não esclareceu se a calçada da rua Alaor Prata está incluída entre os locais que poderão receber adequações futuras. Também não foi informado prazo para a conclusão ou divulgação do Plano de Adequação de Calçadas. Mais uma vez, a população questiona e a resposta não condiz com a solicitação.
Diante da falta de informações sobre intervenções específicas no trecho denunciado, moradores afirmam que o problema permanece sem solução e seguem cobrando medidas que garantam o direito de ir e vir com segurança para toda a população.
O espaço continua aberto para mais esclarecimentos aos moradores.