PESO NO ORÇAMENTO

Cesta básica em Uberaba tem alta média de 24% em um ano, aponta Procon

Café e macarrão puxam a inflação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026; pesquisa também mostra grande variação de preços entre marcas e estabelecimentos

Joanna Prata
Publicado em 22/02/2026 às 15:05
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Procon aponta inflação média de cerca de 24% nos principais itens entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 (Foto/Divulgação)

Procon aponta inflação média de cerca de 24% nos principais itens entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 (Foto/Divulgação)

A cesta básica ficou mais cara em Uberaba: pesquisa do Procon aponta inflação média de cerca de 24% nos principais itens entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. O levantamento mais recente foi feito em oito estabelecimentos da cidade (no ano passado, foram 11) e mostra que café e macarrão tiveram alta acima da média, puxando o índice geral para cima. 

Na prática, o comparativo revela dois movimentos ao mesmo tempo: alguns produtos dispararam e empurraram a média, enquanto outros ficaram estáveis ou até recuaram. Também chama atenção a diferença entre o menor e o maior preço do mesmo item dentro do mesmo mês, o que indica variação grande entre marcas e locais de compra. 

Quem puxou a alta (maiores aumentos) 

Macarrão espaguete (500 g): média de R$ 3,56 (jan/2025) para aproximadamente R$ 6,36 (jan/2026), alta de cerca de 78%. Em 2026, os preços oscilaram de R$ 1,98 a R$ 18,98. 

Café moído (500 g): média de R$ 22,16 para aproximadamente R$ 36,44, aumento superior a 64%. Os valores variaram de R$ 15,97 a R$ 70,90. 

Sabão em pó (1,6 kg): média de R$ 15,94 para cerca de R$ 19,48, alta aproximada de 22%, com preços entre R$ 8,99 e R$ 31,89. 

Altas moderadas (também pesaram no bolso) 

Feijão tipo 1 (1 kg): média de R$ 5,27 para cerca de R$ 6,23, alta aproximada de 18%. Em 2026, foi encontrado entre R$ 3,89 e R$ 9,29. 

Detergente (500 ml): média de R$ 1,83 para aproximadamente R$ 2,18, aumento de cerca de 19%. 

Manteiga (500 g): média de R$ 22,27 para aproximadamente R$ 25,45, alta em torno de 14%, com variação de R$ 12,90 a R$ 45,90. 

Arroz agulhinha tipo 1 (5 kg): média de R$ 26,09 para aproximadamente R$ 27,56, alta nominal de cerca de 5,6%. O produto apareceu entre R$ 11,19 e R$ 75,90, diferença que evidencia distorções entre marcas e estabelecimentos. 

Itens que recuaram (alívio pontual) 

Açúcar cristal (5 kg): média de R$ 18,02 para aproximadamente R$ 15,28, queda em torno de 15%, apesar da variação de R$ 12,89 a R$ 20,69. 

Leite integral (1 litro): passou de R$ 4,37 para aproximadamente R$ 4,17. 

O percentual médio supera com folga a inflação oficial do país. De acordo com o Informativo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que é o indicador oficial da inflação no Brasil, calculado pelo IBGE e que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos registrou alta de 0,33% em dezembro e fechou 2025 com inflação acumulada de 4,26% em 12 meses. 

 Os números mostram que, apesar de alguns itens apresentarem estabilidade ou pequena redução, produtos como café, macarrão e sabão em pó puxaram a inflação da cesta básica no comparativo entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Além da alta anual, chama atenção a ampla diferença entre o menor e o maior preço de um mesmo produto dentro do mesmo mês, reforçando a importância da pesquisa antes da compra. 

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