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Arroz consumido por aqui é produzido no Rio Grande do Sul, que passou por sérios problemas climáticos, e o feijão enfrenta a concorrência com outras lavouras
O feijão e o arroz são itens que apresentaram aumentos significativos e estão contribuindo para elevar o preço da alimentação. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou, no boletim de grãos do mês de fevereiro, queda de 25% no plantio de arroz em Minas Gerais na safra 2015/2016, se comparada com a safra anterior, passando de 12 mil hectares para nove mil hectares. Mercado e problemas climáticos em outras regiões favorecem a variação de preços.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento do Agronegócio, José Geraldo Celani, essa redução também pode ser explicada por uma mudança de mercado. “Isso tem relação com a migração de produtor para lavoura que seja mais interessante financeiramente. Pode ser, também, uma questão de mercado”, explicou. José Geraldo afirmou que o arroz em Uberaba vem do Rio Grande do Sul, que vem sofrendo grandes alterações climáticas. “O arroz nosso nós não temos aqui e ele vem mais lá do Rio Grande do Sul, a exemplo do que acontece com cerca de 80% do arroz que está no Brasil. Com os problemas climáticos da região Sul, os plantios e as lavouras acabaram sendo prejudicadas. Então, se o produto teve um problema que diminui a sua produtividade e que tem perdas, logicamente o valor dele vai aumentar”, afirma o secretário.
O boletim da Conab destacou ainda que Minas Gerais é o segundo maior produtor de feijão primeira safra do país. Apesar disso, Uberaba não possui plantio dessa etapa da safra. “Não temos feijão plantado na primeira safra aqui em Uberaba. Normalmente, na primeira safra o pessoal está plantando outra lavoura. Nós só temos plantio na segunda e na terceira safra, que é onde tem uma produção maior. Acredito que o preço deva se estabilizar, de repente, até cair, dependendo da safra que for plantada agora”, pontua.
Produção de grãos. A expectativa, segundo o secretário, é de que a produção de grãos ocorra de forma natural durante o ano de 2016. “Provavelmente, esse ano a situação vai ser muito diferente em relação a milho e soja, que até agora a situação correu dentro da normalidade. É provável que tenhamos um aumento na nossa produtividade. Em contrapartida, nós tivemos um encarecimento no custo da produção, como no caso dos adubos importados, com a alta do dólar. É difícil analisar um ponto separado”, finaliza.