Professoras da Creche Comunitária no Cássio Resende realizam greve por tempo indeterminado por atraso de pagamento. A manifestação teve início ontem e 50% das professoras aderiram ao movimento. Os trabalhadores estão sem receber os salários de janeiro, fevereiro, e férias.
De acordo com informações do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro), que assumiu a negociação com a direção da creche, por diversas vezes o assunto foi tratado e não houve confirmação dos pagamentos. A intenção era encontrar uma solução sem ter de realizar a greve e isso não foi possível. O sindicato seguiu os ritos legais, enviou comunicado à creche sobre a greve com 48 horas de antecedência aos pais dos alunos. O Ministério do Trabalho também foi acionado. Segundo o Sinpro, a justificativa dada pela direção da escola pelo atraso no pagamento foi o repasse do convênio com a Prefeitura, que ainda não foi feito.
A coordenadora da Creche Comunitária do Cássio Resende, Haide Batista Carvalho, confirma o posicionamento. De acordo com ela, esta é uma situação que se repete todos os anos. O atraso no pagamento dos funcionários sempre aconteceu por conta da renovação do convênio com a PMU. Antes as professoras não se incomodavam, mas estas recém-contratadas não aceitaram, explicou. “A renovação do convênio está em tramitação, seguimos as exigências e entregamos a documentação em dezembro e estamos esperando. Essa semana o presidente da creche esteve na Prefeitura para assinar o convênio e nos garantiram que nos próximos dias haverá o depósito”, explica Haide, ressaltando que, apesar da greve, as aulas continuam com as professoras que não aderiram ao movimento.
A assessoria de imprensa da Prefeitura também encaminhou informações sobre a Creche Comunitária Cássio Resende. Segundo a inspetora educacional da Semec, Maria Leocy Bugiatto Faria Salge, o convênio com a instituição é de R$163.717,15, repassados anualmente, divididos em cinco parcelas, além do custo de dois funcionários arcados pelo município (um agente de serviço educacional e um professor de educação básica). Os demais funcionários e professores são pagos pela própria creche. Ainda conforme a inspetora, um novo convênio foi assinado esta semana. A assinatura não ocorreu antes devido a problemas de documentação que não foi providenciada pela própria creche. Vale ressaltar que no ano passado esta creche, por problemas administrativos internos, devolveu recursos da ordem de R$2.900 à Prefeitura, visto que não houve utilização da mesma dentro do prazo legal.