CIDADE

Com término no dia 31, Secretaria de Saúde vacinou apenas 16% contra HPV

Número baixo de meninas vacinadas contra o papilomavírus humano durante campanha preocupa a Secretaria de Saúde

Geórgia Santos
Publicado em 18/03/2015 às 21:20Atualizado em 16/12/2022 às 03:35
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Número baixo de meninas vacinadas contra o papilomavírus humano (HPV) durante campanha preocupa a Secretaria Municipal de Saúde. Já se passaram 14 dias desde o início da campanha e até momento, das 4.821 pré-adolescentes que precisam ser imunizadas, apenas 814, o equivalente a 16,8% do total, receberam a dose. O número é baixo diante da importância da vacinação.

A vacina contra o HPV previne o câncer de colo de útero e devem receber a dose meninas de 9 a 11 anos e aquelas de 13 anos que não foram vacinadas no ano passado, conforme determinou o Ministério da Saúde. Este ano também está inclusa a faixa etária de 9 a 26 anos das portadoras do vírus HIV. Neste caso, é preciso ficar em alerta quanto ao local de vacinaçã de 14 a 26 anos, a vacinação é no CTA, e de 9 a 13 anos, no Hospital de Clínicas. As demais jovens podem receber a dose na escola – a equipe da secretaria está visitando todas – e também nas Unidades Básicas de Saúde, onde os pais podem levar as filhas, pois a vacina está disponível.

“O que nos preocupa é a quantidade de jovens que foram vacinadas. Temos uma meta de 80% e não atingimos nem mesmo a metade. A campanha termina no dia 31 de março e queremos atingir esse número até lá. Por isso pedimos aos pais para que levem as filhas até uma unidade para se vacinar. Essa é uma oportunidade de prevenção contra doença que preocupa bastante. Enquanto que nos laboratórios o custo chega a ser de R$300 a dose, na unidade de Saúde ela é gratuita”, explica o diretor do Departamento de Epidemiologia, Robert Souza.

No ano passado, o primeiro em que foi realizada a campanha, houve problemas com a vacinação, pois algumas famílias acreditavam que desta forma estava induzindo a jovem a começar a vida sexual mais cedo, outras temiam reações. “É um absurdo pensar desta forma, várias mães nos questionaram estas situações. Na verdade, a vacina tem um efeito maior naquelas pessoas que ainda não tiveram nenhuma relação sexual, por isso foi escolhida essa faixa etária. Esse é um preconceito que deve ser quebrado”, finaliza o diretor.

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