Esses três setores foram os que mais contribuíram para a queda de 30% na geração de emprego em 2014, comparando-se com 2013
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam que o comércio, a indústria e a construção civil em Uberaba foram os setores que mais sofreram com as variações da economia no que tange à empregabilidade, na comparação entre os meses de dezembro de 2014 com 2013. No mês passado, o Jornal da Manhã já havia divulgado que a empregabilidade em Uberaba havia caído 30% em 2014 na comparação com o ano anterior.
Em números gerais, Uberaba registrou 59.678 contratações em 2014 e 57.288 demissões, fechando o ano com saldo de 2.390 empregos. Já em 2013, o município registrou 55.348 admissões de trabalhadores e 51.953 desligamentos, contabilizando 3.395 postos de trabalho.
Em 2013, o comércio varejista contratou 10.746 e demitiu 10.404, um saldo de 342 postos mantidos. Já no comércio atacadista houve 1.555 admissões e 1.481 desligamentos, um saldo de 74 empregos. No ano passado, o varejo contratou 11.195, mas demitiu 11.153, resultando em um saldo de 42 postos mantidos. Já no atacado houve 1.677 admissões e 1.538 desligamentos, um saldo positivo de 139 empregos.
No entanto, a situação não foi tão positiva quanto se esperava no mês de dezembro, período em que tradicionalmente o setor mais contrata trabalhadores em virtude das vendas de Natal. Conforme dados do Caged, em dezembro de 2013 houve 773 admissões e 753 demissões no comércio varejista, resultando em 20 postos mantidos. Já no comércio atacadista foram 114 admissões e 108 desligamentos em dezembro de 2013, com saldo de seis postos. Em dezembro do ano passado aconteceram 885 contratações e 887 desligamentos no varejo, um saldo negativo de dois empregos. Porém, o setor atacadista foi o que teve o maior índice de demissões, sendo registradas 70 admissões e 136 demissões, o que corresponde a um saldo negativo de 66 postos de trabalho a menos no setor.
No setor de indústrias de transformação, a retração vem ocorrendo desde 2013, como demonstram os dados do Ministério do Trabalho. Em dezembro de 2013, ocorreram 479 admissões no setor e 1.031 desligamentos, um saldo negativo de 552 postos de trabalho. No mesmo período do ano passado, a situação se manteve negativa, com 388 contratações e 740 demissões, ou seja, menos 352 vagas de emprego.
No caso da construção civil, em dezembro de 2013 ocorreram 457 admissões no setor e 869 desligamentos, um saldo negativo de 412 empregos. Em 2014 foram com 507 contratações contra 1.338 demissões, representando a perda de 831 postos de trabalho.