CIDADE

Contadores cobram fim de greve na Junta Comercial de Minas

Conselho Regional de Contabilidade diz que mais de 20 mil processos estão parados para análise na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais

Geórgia Santos
Publicado em 13/11/2017 às 07:09Atualizado em 16/12/2022 às 09:06
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Greve na Jucemg, que começou no dia 28 de agosto, reivindica plano de carreira e acordo salarial, e denuncia assédio moral

Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRC-MG) protocolou ofício pedindo solução definitiva para a greve dos funcionários da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). O movimento acontece desde o dia 28 de agosto e vem causando sérios transtornos para os contadores, que pedem o avanço das negociações.

O ofício, protocolado no dia 31 de outubro, foi encaminhado a representantes do Governo Estadual e da Associação dos Servidores da Jucemg. De acordo com o conselheiro do CRC-MG, Mauro Sérgio de Melo, já são mais de 20 mil processos parados para análise. “Não estamos vendo solução para a greve. O Estado diz que não pode atender às reivindicações dos servidores e, por sua vez, os funcionários dizem que não vão suspender o movimento”, afirma.

Segundo Melo, esta é uma situação que atinge a economia do Estado, uma vez que algumas questões relacionadas ao desenvolvimento dependem da Jucemg e, com poucos funcionários, os processos são mais demorados. Além disso, os contabilistas também estão tendo problemas com a desconfiança dos empresários que não acreditam na greve. “Por isso, solicitamos uma solução definitiva. Não somos contra o movimento, sabemos que estão lutando por seus direitos, mas é preciso chegar a um consenso”, ressalta.

Por sua vez, a presidente da Associação dos Servidores da Jucemg, Alessandra Ferreira da Silva Araújo, diz que os funcionários também estão em situação complicada. “Ao invés de tentar negociar, o governo buscou a Justiça para declarar a ilegalidade da greve. Agora, essa posição do CRC-MG reforça que o governo não está disposto a negociar. A greve não é culpa nossa, não entraríamos no movimento para ficar de boa em casa, pois também corremos risco de perdas, como o corte nos salários”, diz.

Governo diz estar aberto às negociações, mas recorre à Justiça para conciliação

Governo Estadual garante que continua aberto a negociações, mas acionou a Advocacia Geral do Estado (AGE) para ajuizamento de ação civil pública para discutir questões relacionadas à greve, com o agendamento de audiência de conciliação. Conforme nota divulgada no site da Jucemg, as reivindicações solicitadas pelos servidores foram cumpridas.

Na nota, o governo alega que, quanto ao plano de carreira, foi criado grupo de trabalho para sua elaboração. Sobre o acordo salarial firmado em dezembro/2015, o governo diz que é preciso melhorar os indicadores financeiros para aplicação. Com relação ao assédio moral, a Jucemg repudia esse tipo de conduta, com canais para denúncia, e afirma que quanto ao vale alimentação, as reivindicações foram atendidas antes da greve.

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