Ontem, os Correios anunciaram o fechamento de cerca de 250 unidades em todo o país, como parte de projeto de fusão de agências
Neto Talmeli
Agência dos Correios do bairro Costa Teles está entre as que serão fechadas ao longo deste ano Ontem, os Correios anunciaram o fechamento de cerca de 250 unidades em todo o país, como parte de projeto de fusão de agências. Em Minas Gerais serão fechadas 27 unidades, mas não haverá corte de efetivo. Deste total, três estão localizadas no Triângulo Mineiro, sendo duas agências em Uberaba e uma em Uberlândia. De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em Uberaba, será feito o fechamento da agência localizada na rua Benjamin Bernardino da Costa, nº 676, que fica no conjunto Costa Teles. Esse procedimento está marcado para o mês de abril. No entanto, a grande surpresa é o fechamento da agência Filatélica, localizada na praça Henrique Krugger, nº 33. O encerramento desta agência está previsto para novembro deste ano. Os empregados serão direcionados para outras unidades. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect-URA), Wolnei Cápoli, a empresa anunciou uma reestruturação há algum tempo. “Ela vem ameaçando a categoria com o fechamento de agências, transferência de colegas e isso tem gerado um desgaste muito grande sobre os trabalhadores dos Correios. Vemos isso com muita tristeza, pois duas agências em Uberaba serão fechadas e, a priori, esses colegas não podem ser demitidos e serão remanejados, o que gera um desgaste. Ele vai se sujeitar a trabalhar em outra cidade e isso causa uma desestruturação da vida desse trabalhador em casa, alguns até estudam. A empresa vem implementando muitas medidas, a título de reestruturação, que são negativas para os trabalhadores”, reforça. Cápoli esclarece que esse era o momento de contratar funcionários para que a empresa voltasse a ser sinônimo de bom atendimento, pois não há uma boa prestação de serviço. O sindicalista destaca que a culpa não é do carteiro, do atendente ou do motorista, e revela que a categoria sofre com assaltos, falta de segurança nas unidades e excesso de trabalho. Atualmente, são mais de 6.500 agências dos Correios pelo país, além de mil unidades franqueadas em funcionamento. Segundo o órgão, as mudanças serão feitas de maneira gradual e apenas em municípios com mais de 50 mil habitantes. Desde o início do projeto, cerca de 60 agências já foram incorporadas a outras unidades. A estatal já começou um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que já recebeu a adesão de três mil funcionários, sob a justificativa de que os Correios fecharam o ano de 2016 com prejuízo em torno de R$2 bilhões. Por isso, a expectativa da empresa é que o número chegue a cinco mil.