29 DE JANEIRO

Cresp promove roda de conversa e intervenção artística no Dia da Visibilidade Trans em Uberaba

Ação reuniu pacientes, familiares e comunidade e marcou o início de um projeto contínuo que aproxima arte, saúde e direitos humanos

Publicado em 29/01/2026 às 19:33
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Intervenção artística no CRESP, em Uberaba, em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans (Foto/Lílian Veronezzi - PMU)

Intervenção artística no CRESP, em Uberaba, em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans (Foto/Lílian Veronezzi - PMU)

Em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado nesta quinta-feira (29), o Centro de Referência em Saúde da População LGBTQIAP+ (Cresp), em Uberaba, realizou uma roda de conversa com pacientes, familiares e pessoas da comunidade. A programação também incluiu uma intervenção artística simbólica no espaço da unidade.

A proposta foi abrir um ambiente de escuta e troca de experiências sobre trajetórias de vida, lutas cotidianas, autoconhecimento, relações familiares e o enfrentamento do preconceito e da exclusão social vivenciados pela população trans.

Como parte da atividade, o Cresp recebeu duas artes visuais pontuais, assinadas pelos artistas JR Godoy e Rickele Santos: uma representação da bandeira LGBTQIAP+ e outra com a imagem da cantora e artista Liniker, citada como referência nacional de visibilidade, representatividade e afirmação da população trans. A iniciativa, segundo a unidade, dá início a um projeto artístico contínuo, com a previsão de novas intervenções inspiradas em personalidades como Angela Davis, Ney Matogrosso e João Nery, ampliando o diálogo entre arte, saúde e direitos humanos.

Para a gerente do Cresp, Nayara Arantes, a Visibilidade Trans não se limita ao calendário. “Não se trata de falar sobre esse tema apenas em um dia específico. A saúde e o cuidado com a população trans e LGBTQIAP+ precisam estar em pauta todos os dias. A política de saúde preconiza um cuidado integral, mas sabemos que, na prática, ainda há muitas barreiras de acesso. O Cresp existe justamente para garantir que essa população, historicamente marginalizada, consiga acessar serviços de saúde com dignidade”, destacou.

O Cresp funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com atendimento por demanda espontânea. A unidade conta com equipe multiprofissional, com clínico geral, ginecologista, psiquiatra, nutricionista, assistente social, psicólogo e enfermeiro, além de coleta de exames, com atendimento conforme a necessidade de cada usuário.

Durante a roda de conversa, o usuário do serviço Zyan Mateus Silva, homem trans e Mister Trans Uberaba 2025, compartilhou a própria trajetória e enfatizou a relevância de espaços de acolhimento. “Mais do que falar sobre visibilidade, é preciso falar de direito. Somos pessoas, fazemos parte da sociedade e precisamos de espaços seguros para existir e resistir. Ainda são poucos os lugares onde a população trans se sente acolhida”, afirmou.

Zyan também comentou que a transição envolve diferentes dimensões da vida. “O autorreconhecimento e o autorrespeito são atos de amor-próprio que levam tempo. A transição não é só física, é uma construção constante da identidade. Espaços como o Cresp fortalecem esse processo e ajudam a enfrentar as microviolências do dia a dia”, completou.

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