MAUS-TRATOS

Prefeitura de Igarapava se manifesta após morte de cadela arrastada por caminhonete

Caso se soma a outros episódios recentes de crueldade contra animais e acende alerta sobre maus-tratos

Dandara Aveiro
Publicado em 30/01/2026 às 17:26
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Animal foi arrastado por caminhonete; Polícia Civil conduz investigação. (Foto/Reprodução)

Animal foi arrastado por caminhonete; Polícia Civil conduz investigação. (Foto/Reprodução)

A Prefeitura de Igarapava (SP) divulgou posicionamento oficial após o caso de maus-tratos que resultou na morte de uma cadela, arrastada por uma caminhonete por cerca de 7 quilômetros pelas ruas da cidade. Segundo a administração municipal, o órgão foi acionado após o ocorrido, constatou o óbito do animal no local e encaminhou o corpo para perícia veterinária, enquanto a Polícia assumiu a apuração dos fatos. 

Em nota enviada ao Jornal da Manhã, o município informou que, ao chegar ao local da ocorrência, a equipe responsável encontrou o animal já sem vida, com lesões corporais aparentes. Diante da gravidade da situação, o corpo foi recolhido e enviado para exame veterinário, que irá subsidiar as medidas legais cabíveis. 

Ainda conforme a Prefeitura, a Polícia esteve presente desde os primeiros momentos e adotou as providências necessárias para a investigação. O laudo técnico veterinário foi encaminhado à autoridade policial competente, responsável pela condução do inquérito e por eventuais esclarecimentos adicionais. 

"A Administração Municipal reitera seu compromisso com a proteção e o bem-estar animal, bem como com a colaboração integral junto aos órgãos responsáveis pela elucidação do caso”, concluiu o comunicado. 

O crime ocorreu no último domingo (25) e causou forte comoção. A cadela foi amarrada à traseira de uma caminhonete e arrastada até a morte. Ela estava prenha de dez filhotes, que também morreram em decorrência do trauma. O suspeito, de 65 anos, foi preso em flagrante por abuso contra animais, passou por audiência de custódia e obteve liberdade provisória. A Polícia Civil segue com as investigações. 

Casos recentes de violência contra cães reacendem debate sobre maus-tratos 

O episódio de Igarapava ocorre num contexto de várias ocorrências de violência contra animais no Brasil neste mês de janeiro. No litoral de Santa Catarina, o cão comunitário conhecido como Orelha foi brutalmente espancado por um grupo de adolescentes e, devido à gravidade dos ferimentos, submetido à eutanásia no início do mês, gerando comoção nacional e investigações em andamento. 

Já em Toledo, no Paraná, um cachorro chamado Abacate foi morto com um tiro de arma de fogo, e as autoridades investigam a autoria do crime. 

Outras regiões do país, casos de agressões a cães também têm repercutido nas redes e na imprensa, incluindo o do cachorro Zico, na Grande Aracaju, que morreu após ser esfaqueado na Praia da Atalaia Nova, na Barra dos Coqueiros. O animal chegou a ser resgatado e passou por cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito do ataque segue foragido e o caso é investigado pela Polícia Civil. 

Em São Paulo, um cachorro comunitário, conhecido como Caramelo, morreu após ser baleado com cerca de dez disparos em frente a um ponto de ônibus na avenida Ragueb Chohfi, na zona leste da capital. O crime ocorreu no dia 18, foi registrado por câmeras de segurança e o suspeito fugiu após os disparos, sendo investigado por abuso contra animais e disparo de arma de fogo. 

Esses episódios intensificam o debate público sobre a necessidade de políticas eficazes de proteção e respeito aos direitos dos animais, bem como de punições mais severas para os responsáveis por maus-tratos. 

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