Por estarem desabrigadas, famílias possuem preferência nos critérios do programa Minha Casa Minha Vida
Por estarem desabrigadas, famílias possuem preferência nos critérios do programa Minha Casa Minha Vida. Durante a ação de reintegração de posse realizada ontem no Nova Estrela, equipes da Cohagra, das secretarias de Desenvolvimento Social (Seds), de Obras, de Serviços Urbanos e de Educação estavam presentes. A força-tarefa da Prefeitura foi montada desde a noite de quarta-feira, 17.
No total, 17 famílias estão alojadas no Centro de Turismo Étnico “João Mapuaba”, no bairro Elza Amui 2. As demais famílias foram para a casa de parentes. No Centro de Turismo, as famílias estão alojadas na quadra e em duas salas fechadas. O local possui banheiros, chuveiros, água e cozinha industrial completa. Também foram providenciados galpões para depositar os pertences e inscrições para que sejam inseridos em programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.
A Secretaria de Educação disponibilizou vagas para as crianças na rede municipal de Ensino, onde cerca de 20 crianças foram matriculadas nas escolas Norma Sueli, Maria Carmelita, Madre Maria Georgina, Pacaembu, Santa Maria e Cemei Maracanã.
“Assim que saiu a decisão judicial, montamos um centro de apoio para as famílias. A Prefeitura tentou reverter a situação, o que não foi possível, mas ainda estamos envolvidos e vamos ajudá-las. As famílias que possuem renda inferior a R$1.600 são consideradas prioridade para o Minha Casa Minha Vida por estarem desabrigadas. Para aquelas que não se encaixam nessas condições oferecemos apoio para que busquem outro abrigo”, explica o presidente da Cohagra, Marcos Jammal.
Neste momento, a autarquia não possui casa pronta para que seja repassada a esses moradores, mas tem alguns imóveis disponíveis para situações como essas, em que as pessoas se encontram em risco social. “Por isso, nos imóveis que estão desocupados vamos tentar acomodá-las, diante das condições e da prioridade de cada família”, afirma o presidente da Cohagra.
A ação também foi marcada por muita emoção em cada residência, com histórias de famílias que trabalharam bastante para conseguir a casa própria, como é o caso da pensionista Sueli Beatriz Tosta da Silva. “Minha família está desestruturada; saí para trabalhar e, quando voltei, encontrei a polícia e o oficial de Justiça, pedindo para que saíssemos de casa. Agora, espero esse apoio da Prefeitura para conseguirmos outra casa”, afirma.