Sumayra Oliveira revela que o diálogo com as escolas deve continuar a fim de já pensar o modelo de carnaval que será adotado em 2016
Questionada se acredita que a ausência das escolas de samba pode prejudicar as festividades carnavalescas, a presidente da Fundação Cultural, Sumayra Oliveira, ressalta que em enquete on-line realizada pelo Jornal da Manhã sobre o novo perfil da festa, cerca de 80% dos participantes teriam aprovado a mudança. Ela revela que o diálogo com as escolas deve continuar a fim de já pensar o modelo de carnaval que será adotado em 2016. Porém, a presidente avalia que as escolas também devem se mobilizar à procura de medidas que garantam a própria sobrevivência financeira, com a ajuda de empresários, comunidade e políticos, sem depender apenas do recurso público.
Entre as novidades deste ano está a contratação de bandas para shows no CicloPark. Para Sumayra, diante da situação econômica apresentada em cidades da região, a festa deste ano é uma quebra de paradigma. “É a primeira vez que Uberaba tem um carnaval com grandes atrações e num raio de 200km as cidades não contarão com um evento do mesmo porte. É um momento diferenciado e para podermos avaliar se será bom estamos monitorando o comércio com a CDL e Aciu, a ocupação de hotéis e restaurantes e vamos fazer um índice dos impostos relacionados ao turismo para ver se houve aumento na arrecadação. A partir desse carnaval, acredito na viabilidade de captação de recursos através da Lei Roaunet”, completa a presidente da Fundação.