No dia 4 de novembro, a juíza da 4ª Vara Federal de Uberaba, Cláudia Aparecida Salge, deferiu liminar determinando a desocupação do prédio em ação de reintegração de posse
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Estudantes se reuniram ontem em assembleia no anfiteatro do Centro Administrativo para discutir os rumos do movimento
Universitários voltaram a ocupar o Centro Educacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba. No dia 4 de novembro, a juíza da 4ª Vara Federal de Uberaba, Cláudia Aparecida Salge, deferiu liminar determinando a desocupação do prédio em ação de reintegração de posse. O pedido foi feito pelo procurador da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz Dornelas, representando a instituição de ensino.
O prédio estava ocupado há quase 10 dias por estudantes, servidores e simpatizantes do movimento contra a PEC 241, agora PEC 55, em tramitação no Senado, que impõe limites aos investimentos federais, estabelecendo teto para os gastos públicos.
Em entrevista à Rádio JM, um dos estudantes que integram o movimento reiterou que os alunos estão abertos ao diálogo com a comunidade acadêmica e externa. “Nós acreditamos que estamos dando continuidade ao processo que já havia sido iniciado. Portanto, nós tomamos como caminho a greve e a ocupação em assembleia no dia 25 de outubro. Acreditamos que a reocupação segue esse sentido de permanecer o processo”, explicou um dos integrantes.
Quando deferiu a liminar, a juíza se limitou à questão possessória, sem abranger questões sociais e políticas. Nesse sentido, outra integrante do movimento disse acreditar que a manifestação é legítima. “Acreditamos sim, que estamos lutando por questões sociais, uma vez que nossas pautas abrangem não apenas o âmbito universitário e acadêmico, mas toda a população em geral”, esclarece a estudante, destacando que todas as ocupações no país são válidas.
Assembleia. Na tarde de ontem os estudantes se reuniram em assembleia unificada, que teve a participação de docentes e técnicos administrativos, além da participação de lideranças sindicais de outras categorias. O auditório do Centro Administrativo da UFTM esteve praticamente lotado, quando se discutiu os rumos do movimento e ficou marcado ato público para a próxima sexta-feira (11).
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