Primeiras 79 doses de nirsevimabe já são usadas em UTIs neonatais; público inclui prematuros e crianças com comorbidades
O município recebeu 79 doses iniciais e já iniciou a administração do anticorpo em bebês internados nas UTIs neonatais do Hospital de Clínicas da UFTM e do Mário Palmério Hospital Universitário (Foto/Divulgação)
Uberaba iniciou a oferta do anticorpo monoclonal Nirsevimabe para prevenir infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente de bronquiolite e outras doenças respiratórias graves em bebês. A medida integra as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) e busca reduzir complicações, internações e óbitos infantis.
A aplicação do imunobiológico é realizada pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) e é destinada a recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias, além de crianças de até 23 meses e 29 dias com comorbidades. Em ambos os casos, o critério inclui peso inferior a 5 quilos.
O município recebeu 79 doses iniciais e já iniciou a administração do anticorpo em bebês internados nas UTIs neonatais do Hospital de Clínicas da UFTM e do Mário Palmério Hospital Universitário.
Segundo a enfermeira do Crie, Daniela Rosa Floriano, o Nirsevimabe atua de forma diferente das vacinas convencionais. “Diferentemente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo pronto, que oferece proteção imediata após a aplicação, sem a necessidade de o organismo desenvolver resposta imunológica ao longo do tempo”, afirmou.
Além do uso do anticorpo em bebês, desde dezembro o Ministério da Saúde disponibilizou aos municípios a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização materna permite a transferência de anticorpos ao bebê ainda durante a gestação. Em Uberaba, mais de 798 doses já foram aplicadas em gestantes.
A ampliação das estratégias preventivas ocorre antes do período de maior circulação do vírus, que costuma se intensificar a partir de fevereiro, com o objetivo de fortalecer a proteção às crianças e reduzir a ocorrência de quadros graves e hospitalizações.