CIDADE

Jovem com duas vértebras quebradas espera em UPA por vaga

Constantemente o Grupo JM de Comunicação acompanha casos de pacientes que permanecem longo tempo internados em UPAs

Thassiana Macedo
Publicado em 24/02/2015 às 07:30Atualizado em 17/12/2022 às 01:18
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Constantemente o Grupo JM de Comunicação acompanha casos de pacientes que permanecem longo tempo internados em Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) aguardando transferência para instituição hospitalar. São casos de idosos com AVC, pacientes fraturados, entre outros que permanecem nas unidades mais tempo do que o permitido, em razão do tipo de atendimento.

O caso mais recente é o de Victor Sousa Nogueira, de 16 anos, que está com duas vértebras quebradas e ainda não conseguiu transferência. De acordo com a mãe, Sueli Sousa da Silva, o jovem Victor andava a cavalo no sábado (21) de manhã, quando sofreu uma queda violenta, batendo as costas no chão. Segundo ela, Victor não se queixou no momento, mas à tarde passou a apresentar fortes dores e a família o levou à UPA do Mirante.

Na unidade, o médico verificou por meio de radiografia que o jovem havia trincado apenas uma vértebra, mas no dia seguinte uma nova radiografia revelou a fratura de duas vértebras, cujo tratamento é a colocação de um colete que só é fornecido em ambiente hospitalar. “Cada hora um médico fala uma coisa, diz que já tentaram transferir meu filho para o Hospital Universitário ou para o Hospital de Clínicas, mas até agora nada. Disseram que ele sairia da UPA hoje [ontem], mas dizem que não deu certo e que a culpa é do SUSfácil”, reclama a moradora do bairro Leblon.

O secretário de Saúde, Marco Túlio Cury, afirma que o município adota atenção plena, que na prática não é tão plena assim. “Fica em poder do Estado, o SUSfácil que gerencia a destinação do paciente para hospitais com vaga. Os médicos alimentam o sistema com informação e, conforme a gravidade, dá a destinação para os hospitais”, explica.

O secretário se comprometeu a verificar a situação do jovem e analisou ainda a possibilidade de transferi-lo para a UPA São Benedito, que possui especialistas na área de ortopedia, a fim de obter o encaminhamento necessário do paciente. “Ajustes estão acontecendo, adequações são necessárias, mas acima de tudo estamos avaliando os riscos. Os problemas mais graves têm que ser resolvidos com prioridade. Se o jovem ficou esperando um pouco mais de tempo do que devia é porque talvez foi preciso passar alguém que está com risco de morte para ocupar o leito nestes hospitais”, esclarece Cury.

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