Com prazo expirado hoje para a adequação das fachadas, conforme lei sancionada e publicada em setembro, empresários começam a se movimentar para a revitalização
Fot Jairo Chagas
Pela Lei Complementar nº 478, lojistas do calçadão da Artur Machado teriam até hoje para adequar as fachadas de seus comércios de acordo com o projeto de padronização apresentado pela Prefeitura de Uberaba. Porém, em reunião realizada ontem na Câmara Municipal, comerciantes ganharam prazo de pelo menos mais seis meses para se adequar.
Participaram da reunião comerciantes com estabelecimentos no calçadão; o presidente da CDL Miguel Faria; o secretário de Planejamento, Marcondes Nunes de Freitas, e o presidente da Câmara, Luiz Dutra. Empresas interessadas na realização da obra também compareceram e apresentaram dúvidas e sugestões para a execução do projeto, como a escolha do material a ser utilizado nas novas marquises e a cor determinada pelo projeto para as fachadas, entre outros pontos.
Em razão disso, as empresas vão se reunir com o secretário de Planejamento na próxima terça-feira (24) para discutir detalhes técnicos e definir os ajustes que ainda deverão ser feitos ao projeto em virtude de particularidades verificadas em algumas lojas. Depois disso, eles terão prazo de 10 dias para a confecção de orçamentos. “No dia 9 de abril, às 15h, eles estarão com todos os aspectos técnicos solucionados e as empresas estarão com os orçamentos em mãos para apresentar aos lojistas. A partir de então vamos traçar um cronograma para começar as obras, de acordo com o que a empresa que ganhar a concorrência definir, o que deve durar em torno de seis meses. Estamos otimistas e queremos que este projeto seja finalizado até o fim do ano, antes do Natal”, afirma Miguel Faria.
O presidente da CDL alerta que comerciantes que não aderirem à execução do projeto sofrerão as consequências, as quais podem começar com a perda de clientes. “Aquele lojista que não fizer a adesão poderá ainda ser penalizado pela Prefeitura com multa e perda de alvará, e não é isso que nós queremos. Tanto é que bancos como BNDES, Sicoob e Caixa Econômica Federal disponibilizaram linhas de crédito para os comerciantes que não têm capital, mas gostaria de fazer a reforma”, ressalta o dirigente.
Para Marcondes Nunes, a reunião foi produtiva, pois foi um meio de diálogo e contato com os lojistas e as construtoras interessadas em desenvolver o trabalho. “A ideia não é sair determinando penalidades. O objetivo é realizar um trabalho conjunto com todos os lojistas para o sucesso do projeto. O objetivo do governo municipal é acompanhar a revitalização das fachadas e realizar a execução do pavimento que vai ser o piso desenhado por Roberto Burle Marx. Vamos escolher um material drenante e antiderrapante e também trabalhar a infraestrutura por baixo do calçadão para resolver o problema da drenagem”, esclarece.
O secretário reforça que este trabalho pertence à segunda fase do projeto, sobre a qual ainda não há cronograma com data definida para o início da troca do pavimento e nem orçamento. Só se sabe que a reforma do piso do calçadão só poderá ser feito depois que as fachadas estiverem concluídas.