Prefeitura implantou em 2013 o programa de utilização da mão de obra carcerária. O convênio possibilitou a destinação de até 80 detentos para serviços de manutenção e pequenas reformas no último ano. Agora, uma nova edição do contrato já está sendo preparada e os trabalhadores serão destinados principalmente para a limpeza da cidade.
O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Roberto Indaiá, explica que o programa disponibiliza para a Prefeitura mão de obra com custo mais barato. No entanto, ele ressalta que o maior benefício é para os próprios detentos. Segundo Indaiá, os participantes podem reduzir a pena com o serviço prestado e ainda têm uma oportunidade de ressocialização através do trabalho.
O benefício de trabalhar fora é concedido ao detento que já pode cumprir pena em regime semiaberto. A oportunidade é dada de acordo com a conduta do preso, depois de analisada por equipe multidisciplinar e pela direção do presídio, com o aval do Judiciário. Pela jornada de trabalho de 40 horas semanais, cada detento recebe o valor de R$452 mensais e tem redução de um dia na pena para cada três trabalhados.
A demanda do município é encaminhada à direção da penitenciária, que direciona os presos de acordo com a necessidade e também com a experiência profissional. Os detentos são transportados para o local de trabalho em veículo do próprio presídio. A prestação de serviço começa às 7h e vai até 16h.