Projeto iniciado em 2013, que prevê a construção de um abatedouro de aves para atender agricultores familiares locais, vence mais uma etapa
Projeto iniciado em 2013, que prevê a construção de um abatedouro de aves para atender agricultores familiares em Uberaba, vence mais uma etapa. Ministério do Desenvolvimento Agrário divulgou previsão orçamentária para destinação de R$ 400 mil à obra, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais de Minas Gerais. A próxima etapa é a liberação do recurso real ao cofre do município.
De acordo com o secretário adjunto de Desenvolvimento do Agronegócio, Carlos Dalberto de Oliveira, o Belzinho, assim que o recurso for liberado, o abatedouro será construído em área de 600 metros quadrados do Centro Comunitário do bairro rural de São Basílio. A expectativa é que a estrutura leve quatro meses para ficar pronta. O projeto prevê contrapartida de R$4.152,65 do município. Com capacidade para abater uma média de 100 a 150 aves, o equipamento social atenderá a 600 agricultores, ou seja, 150 famílias daquela região, bem como favorecerá o emprego indireto de 300 pessoas. Belzinho explica que a produção, inicialmente, vai compor a merenda escolar e será destinada ao restaurante popular, cujo excedente também poderá ser comercializado em feiras da cidade, por exemplo.
O secretário José Geraldo Celani ressalta que a administração do abatedouro será feita exclusivamente pela comunidade, em sistema de cooperativa. Por isso, as famílias vão receber capacitações permanentes em gestão por meio de parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) e Sebrae. Nos primeiros meses, um funcionário da secretaria dará o apoio necessário para a formalização do abatedouro.
A preocupação, segundo Celani, a partir da construção e montagem dos equipamentos, é que o abatedouro tenha escala permanente de produção e que os produtores implantem a padronização da criação e do manejo dos frangos. “A partir do momento em que o miniabatedouro estiver funcionando e receber o selo de certificação, os produtores vão sair da informalidade, porque hoje ainda existe na zona rural a venda informal de frangos abatidos. Com o selo, esse frango poderá ser vendido para o Programa de Aquisição de Alimentos do Governo ou poderá ir para a prateleira do supermercado, para um varejão”, destaca o secretário.