Moradores cobram solução definitiva para incômodo gerado pela falta de urbanização e tratamento do esgoto do córrego das Lajes, no bairro Mercês – início da Univerdecidade. Quem mora nas imediações já não aguenta mais os problemas, principalmente o mau cheiro e animais peçonhentos que invadem as residências. Várias propostas foram anunciadas para resolver a situação, como a canalização, mas não deram sequência.
A casa do dentista Marcos Eugênio Dias Nunes é literalmente ao lado do córrego e, de acordo com ele, são vários os problemas. “O mau cheiro e os animais peçonhentos são uma situação que sempre enfrentamos, mas o pior me aconteceu quando houve um desmoronamento. A minha casa foi afetada, apareceu uma enorme rachadura que dividiu os cômodos. Hoje estamos reformando e pedindo solução para que pelo menos alguma obra comece”, afirma.
O aposentado Gilmar Itamar Alves também mora próximo ao córrego e já esteve na Prefeitura reivindicando melhorias, mas o que dizem é que existem projetos que não saem do papel. “Falaram-me que o córrego seria canalizado, mas depois disseram que não podia mais por conta de questões ambientais. Falaram também na construção de um parque, mas um projeto que ainda está no papel. Enfim, estamos esperando por algo”, explica.
De acordo com informações encaminhadas pela assessoria de imprensa do Codau, ações do projeto Água Viva vão minimizar em grande parte a questão do mau cheiro, com a instalação dos interceptores. No projeto dos interceptores ainda faltam, além da avenida Santos Dumont, parte da avenida Santa Beatriz e a solução para as ligações clandestinas que ainda existem nos eixos das avenidas Guilherme Ferreira e Leopoldino de Oliveira.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã também procurou o secretário de Obras, José Elias Miziara. De acordo com ele, não existe projeto pronto para o córrego das Lajes, isto está sendo discutido entre a Secretaria de Meio Ambiente e o projeto Água Viva, para analisar o que pode ser feito. Não há recursos para esta obra. Existe também uma conversa com a equipe do Praça Uberaba Shopping, a partir do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Segundo José Elias, os empreendedores do centro de compras vão fazer o ajardinamento, mas é preciso também fazer a drenagem, e isso deve partir da Prefeitura.