Foto/Sandro Neves
Situação no rio Uberaba, com a parte de baixo da barragem seca e a de cima com o nível muito baixo
Codau adota medidas para tentar garantir o abastecimento de água durante o período de estiagem. A grande preocupação da autarquia é com os próximos 20 dias, em que não há previsão de chuva significativa, e a vazão do rio Uberaba, mesmo com a transposição do rio Claro, está abaixo do normal. Uma das ações é a publicação do Decreto de Combate à Crise Hídrica, que prevê punições para desperdícios.
Conforme dados repassados pelo Codau, Uberaba já está há quase 100 dias sem chuva, no acumulado de precipitação pluviométrica, neste ano, de janeiro a setembro, foram 686,90mm. E não há previsão de chuva para as próximas três semanas, o que deixa a situação preocupante, visto que a expectativa era de que até na segunda quinzena de setembro a chuva viesse. Neste sentido, a vazão do rio Uberaba vem caindo. Em agosto eram 1.200 litros/segundo, e este mês, até o dia 18, caiu para mil litros/segundo. A vazão atual está 15 vezes menor que no período tradicional de chuvas, que é janeiro. Por outro lado, o consumo aumenta em 20% neste período.
“Estamos adotando algumas medidas diante desta situação, que são manobras nos centros de reservação para a recuperação de nível, algumas horas de intermitência no abastecimento e o decreto de combate à crise hídrica, preparado ontem, para 30 dias. Entre as questões estabelecidas no decreto estão medidas de proibição de desperdício, em que as pessoas poderão ser penalizadas”, explica o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto. Luiz Neto revelou que será feita fiscalização pelo Departamento de Posturas e, caso haja denúncia ou flagrante de desperdício de água, haverá notificação.
Outra situação apontada por Luiz Neto é com relação ao armazenamento próprio de água. De acordo com ele, 25% das casas não possuem caixas-d’água, ou estas não são do tamanho compatível com a quantidade de pessoas que moram na residência. “As pessoas devem se preocupar com isso, ainda mais diante das manobras que estamos realizando. Todos os dias as casas serão abastecidas, mas em algum momento do dia não haverá água na rua”, afirma.