TARIFA DE ÁGUA

Perdas no sistema de água pressionam reajuste e Codau destaca ações contínuas de controle em Uberaba

Autarquia afirma que índice de perdas caiu e está abaixo da média nacional, mesmo agência reguladora pontuando reajuste em 12% na tarifa de água

Dandara Aveiro/Redação
Publicado em 23/02/2026 às 15:37
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Eficácia do programa de redução de perdas no abastecimento e água volta ao centro do debate após nota técnica emitida pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (ARISB-MG) indicar reajuste de 12% na tarifa. O programa foi iniciado em 2023, mas perdeu força nos anos seguintes. Apesar disso, a Codau (Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas) garante que os trabalhos continuam e que, em 2025, o índice de perdas apurado foi de 30,3%, abaixo da média nacional (40,3%).

Questionada pelo Jornal da Manhã, a Codau informou que as quedas nos índices são sentidas anualmente. Em 2022, o índice apurado foi de 47,8%; em 2023, o índice abaixou para 12,27%; no ano seguinte, em 2024, fixou em 37,23%. No ano passado (2025), o índice apurado foi de 30,3%. 

A companhia ainda pontua que várias ações são executadas rotineiramente para minimizar as perdas no sistema de abastecimento. Entre as atividades, a Codau destaca: “trocas pontuais redes e ramais; controle ativo de válvulas redutoras de pressão instaladas nas redes de distribuição, o que evita o surgimento de vazamentos; incremento nas ações de manutenções nos casos de vazamentos e a troca de hidrômetros vencidos”.

Apesar dos esforços, as perdas no sistema de abastecimento ainda pressionam os reajustes tarifários. Conforme divulgado inicialmente pelo jornalista Wellington Cardoso, na coluna Falando Sério, nota técnica da agência reguladora cita as perdas como fator estruturante ao percentual de reajuste previsto para 2026. A avaliação cita a Codau produz mais água do que fatura, com diferença estimada em 37,46%.

Na leitura da agência reguladora, a distância entre o volume produzido e o volume efetivamente faturado representa perda de arrecadação. Na minuta analisada no contexto do reajuste anterior, a perda de faturamento é calculada em R$ 14 milhões em 2025, justamente por conta da água que entra no sistema, mas não vira receita.

A Codau, por sua vez, sustenta que os dados internos mostram redução do índice de perdas em 2025 (30,3%) e reforça que mantém ações permanentes para conter vazamentos e minimizar desperdícios. A divergência de números, segundo o que é discutido no processo, aparece como um dos pontos centrais do debate técnico sobre custo do serviço e pressão tarifária.

Ademais, vale ressaltar que a Codau prevê investimentos de mais de R$ 61 milhões em recursos próprios entre março de 2026 e fevereiro de 2028, no planejamento encaminhado à agência reguladora. A expectativa apresentada não inclui a captação no Rio Grande, obra financiada à parte.

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