Os Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) aderiram à greve nacional da categoria, iniciada nesta segunda-feira (23) por prazo indeterminado. Segundo divulgação do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFTM, o movimento inclui os trabalhadores lotados nos campi de Uberaba e Iturama, incluindo o Hospital de Clínicas (HC/UFTM). A entidade afirma que a adesão foi aprovada em assembleia realizada em 12 de fevereiro e que o movimento integra uma mobilização nacional orientada pela FASUBRA Sindical.
Na publicação, a categoria afirma que a greve tem como eixo central o cumprimento integral do Termo de Acordo nº 11/2024, firmado com o Governo Federal. Entre as principais reivindicações estão a implementação ampla do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a redução da jornada para 30 horas semanais sem redução salarial, a manutenção do plantão 12x60, a defesa da matriz única do PCCTAE, a reposição e aceleração para aposentados e a retirada de propostas que permitam a terceirização de cargos ou ataques à carga horária da categoria.
A paralisação também busca garantir a democracia interna nas instituições federais de ensino, além de se posicionar contra o PL 6170/2025, que, segundo os grevistas, pode prejudicar o RSC e dificultar a progressão por capacitação.
De acordo com a legislação sobre greve, nos setores que desempenham atividades essenciais deve ser mantido pelo menos 30% da força de trabalho, garantindo serviços que não comprometam a saúde, a segurança ou a sobrevivência da população. A administração de cada setor deverá dialogar com o sindicato para definir escalas de trabalho mínimo.
Procurada pelo Jornal da Manhã, a UFTM ainda não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.