DOENÇA AVANÇA

Uberaba passa de mil notificações de dengue; boletim aponta 3 casos confirmados

Além da dengue, a chikungunya também cresce em Uberaba, chegando a 10 casos prováveis e cinco confirmados até o momento

Publicado em 23/02/2026 às 14:45
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Uberaba ultrapassou a marca de mil notificações de dengue em 2026. Boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura nesta segunda-feira (23) aponta 1.032 pessoas notificadas com sintomas atendidas nas unidades de saúde. Até o momento, o município soma três diagnósticos confirmados e nenhum óbito relacionado ao quadro clínico da doença. No boletim epidemiológico anterior, divulgado em 13 de fevereiro, Uberaba tinha 866 casos notificados e dois diagnósticos confirmados. 

Dados do painel estadual de vigilância das arboviroses (com filtro para Uberaba) indicam avanço da chikungunya no município, com 10 casos prováveis e cinco confirmações. 

Os números refletem o período de maior circulação do Aedes aegypti, mosquito transmissor não só da dengue, mas também de chikungunya e zika, e costumam acompanhar a combinação de calor e chuva, que favorece a formação de criadouros em recipientes com água parada.

Vale ressaltar que o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do início deste ano apontou 6,55%, patamar que mantém o município em risco de epidemia. O número representa recuo na comparação com janeiro de 2025 (8,1%), mas ainda indica cenário de alta infestação, com foco principal no ambiente domiciliar, onde o mosquito encontra recipientes e pequenos pontos de água parada para se reproduzir.

Entre as áreas com maior índice no levantamento aparecem Abadia, Fabrício, Jardim das Palmeiras, Jardim Espírito Santo, Jardim Nenê Gomes, Jardim São Bento, Nossa Senhora Aparecida, Petrópolis, Tancredo Neves, Vila Militar, Vila Olímpica e Vila São José. A concentração por regiões ajuda a direcionar as ações de campo e a orientação à população.

No enfrentamento ao Aedes, a Prefeitura reforça estratégias como visitas de agentes às residências, com vistorias e tratamento de criadouros, além de mutirões em bairros, remoção de materiais que acumulam água e ações educativas para estimular a eliminação de focos dentro de casa. Quando há indicação técnica, o município também realiza bloqueios de transmissão em áreas com casos e intensifica o monitoramento para localizar pontos críticos e reduzir a circulação do mosquito.

Prevenção é o melhor remédio

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele ou mal-estar intenso procurem atendimento. A recomendação se torna ainda mais importante em caso de piora do quadro, sinais de desidratação, gestantes, idosos, crianças e pessoas com comorbidades.

No campo da prevenção, o principal recado segue o mesmo: eliminar criadouros. A orientação é manter caixas-d’água bem vedadas, remover recipientes que possam acumular água, limpar calhas e ralos, trocar a água de vasos e vasilhas de animais com frequência e descartar corretamente materiais que possam virar “piscinas” do mosquito no quintal.

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