Na última semana, a concorrência entre postos se acirrou e os preços dos combustíveis em Uberaba apresentaram redução
Fundação Procon de Uberaba está de “olho” no preço dos combustíveis praticados na cidade. Nos últimos dias, os consumidores puderam perceber diferenças maiores nos valores entre um posto e outro. Situação que chamou a atenção e, conforme a última pesquisa, a diferença nos preços de uma semana para outra foi significativa.
Já há alguns meses que a pesquisa de combustíveis do Procon é realizada semanalmente e em dias alternados, uma forma de monitoramento do serviço. Na semana passada, o levantamento aconteceu na quinta-feira, 1°, e nesta semana, na terça-feira, 6. Em poucos dias foi possível observar redução nos preços da gasolina (6,2%), do etanol (9,88%) e do diesel (0,55%).
“Não vemos com espanto essa situação; isso já aconteceu em outros momentos. O que percebo é que há uma nova rede de postos, que quer divulgar seu nome, fazer a clientela e percebeu que boa parte da população reclama dos preços de combustíveis, por isso colocou valores abaixo da média local, o que gerou a concorrência. Trata-se de uma jogada comercial”, explica o presidente do Procon, Rodrigo Mateus.
Rodrigo lembra que outros postos fizeram a mesma estratégia em outros momentos; abaixaram os preços, fizeram a clientela e depois adequaram ao mercado local, o que não é uma prática irregular. “Os preços não são tabelados. Não temos ferramentas legais para exigir que sejam praticados determinados valores. O que podemos fazer é acompanhar, com pesquisa, para defender os direitos do consumidor”, diz.
Vale ressaltar que a situação demonstra que o empresário tem margem para praticar preços menores. “Não é possível afirmar que existe ou não um cartel. Ter os preços parecidos não garante isso, uma vez que os custos são parecidos. Não cabe ao Procon essa fiscalização, é papel da polícia”, diz.
Empresário do ramo, José Antônio Nascimento, o Totonho, disse que, no estabelecimento dele, não mudou os preços. “É claro que as vendas caem, mas não compensa reduzir preços desta forma; acredito que logo voltarão os valores cotidianos”, afirma.