CIDADE

Procon diz que pesquisa de preço de combustíveis gera concorrência

Pesquisas semanais pela Fundação Procon geram facilidades ao consumidor na busca por preço mais em conta e também se tornam um método de fiscalização rotineira

Geórgia Santos
Publicado em 09/04/2017 às 19:11Atualizado em 16/12/2022 às 14:05
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Foto/Jairo Chagas

Resultado de pesquisa semanal de combustíveis é positivo. O trabalho já vem sendo realizado pela Fundação Procon há cerca de um mês e, além de gerar facilidades ao consumidor na busca por preço mais em conta, também se tornou um método de fiscalização, uma vez que a equipe está rotineiramente nos postos de combustíveis da cidade.

A última pesquisa foi realizada em 71 estabelecimentos, entre os quais oito estão localizados em rodovias, e nela foi possível constatar que os combustíveis estão mais baratos nos estabelecimentos localizados nas estradas. A gasolina mais barata é encontrada a R$3,57; o etanol, a R$2,59, e diesel, a R$2,87.

“Esta foi uma das que realizamos, e até o momento a minha avaliação sobre esse trabalho é positiva, pois a pesquisa permite ao consumidor exercer a opção de escolha. No caso dos combustíveis, eles podem acompanhar as oscilações de preços do setor, que são significativas, uma vez que há poucas semanas os valores estavam baixos e agora começaram a subir novamente”, explica o presidente do Procon, Rodrigo Mateus, lembrando que os preços não são tabelados, por isso oscilações são comuns.

Outro ponto favorável nesse tipo de trabalho é a presença dos fiscais do Procon nos estabelecimentos. Segundo Rodrigo, a pesquisa permite que o órgão fique vigilante quanto a alterações muito abruptas, de olho em comportamentos fora do padrão por parte dos postos, entre outras questões.

A pesquisa também trouxe outro importante benefício ao consumidor, que foi a concorrência. Na busca pelo menor preço, as pessoas, mesmo que seja longe, vão até o estabelecimento com valores mais em conta. Desta forma, o posto que fica perto, mas está com valor mais alto, acaba repensando esse preço, o que gera uma concorrência. “O empresário moderno não ignora o comportamento do consumidor, o que os órgãos de defesa fazem, por isso acredito que eles acompanham essa pesquisa”, diz. Para finalizar, Rodrigo acredita que com o tempo o Procon terá condições de popularizar ainda mais as pesquisas, inserindo o órgão nas redes sociais. Inclusive, já percebeu aumento de interesse das pessoas sobre estes levantamentos.

Chocolate e pescados. Pesquisa sazonal sobre o preço dos ovos de Páscoa não será realizada este ano pelo Procon. O levantamento acontece todos os anos e auxilia o consumidor na busca do local em que o preço está mais em conta, uma vez que existe uma grande diversidade deste produto e variação nos preços. “Esse ano o levantamento não será realizado porque estamos passando por um processo de reformulação do setor de fiscalização do Procon. Peço desculpas ao cidadão que esperou por esta pesquisa, mas posso garantir que essas mudanças que estamos fazendo é para melhorar o trabalho diário e proporcionar mais segurança e informação ao consumidor”, afirma. Com relação à pesquisa dos peixes, que também acontece neste período do ano, vale lembrar que ela já foi realizada e está disponível no site da Prefeitura.

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