CIDADE

Professores da rede particular se reúnem para discutir pauta salarial

Segundo o diretor do Sinpro, Marcos Gennari, a pauta de reivindicações dos professores da rede particular é constituída por três pontos principais

Thassiana Macedo
Publicado em 10/02/2015 às 08:53Atualizado em 17/12/2022 às 01:29
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Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro) se reúne hoje, em Uberlândia, com o sindicato patronal do Triângulo Mineiro para discutir a pauta de reivindicações da campanha salarial 2015. E amanhã, às 18h, na sede da entidade, a posição será repassada à categoria para definir uma agenda de mobilização para os professores de Uberaba.

Segundo o diretor do Sinpro, Marcos Gennari, a pauta de reivindicações dos professores da rede particular é constituída por três pontos principais. “O mais importante deles é a nossa recomposição salarial, com aumento real, que requer um reajuste pela inflação mais o PIB. E é composto pelo que estamos chamando de produtividade, que é o índice calculado entre o aumento do número de matrículas na região do Triângulo Mineiro, concomitante com o aumento das mensalidades escolares. A média de aumento das mensalidades em 2015 foi de 14% a 15%, embora tenha escola que aumentou até 20%. Então temos clareza que este aumento real é possível de alcançarmos”, ressalta.

Conforme levantamento preliminar do Sinpro, somente nos últimos três anos o número de matrículas cresceu mais de 10% e as mensalidades subiram o dobro do que receberam os professores como reajuste. “Enquanto houve um aumento nas mensalidades da ordem de 48%, tivemos reajuste salarial em torno de 27,5% e, de fato, há uma defasagem. Erroneamente, as instituições justificam o aumento das mensalidades com o aumento do salário dos professores”, afirma Marcos.

O segundo ponto da pauta de reivindicações, de acordo com o diretor, é o aumento do índice de adicional extraclasse dos professores da rede privada de 20% para 33%, que é o que está definido na Lei Nacional do Piso, o qual é necessário para as atividades de planejamento didático pedagógico, por exemplo, entre outras. O terceiro ponto é a equiparação do piso da educação básica. “Hoje, o piso no setor privado varia em três níveis, um na educação infantil, um no ensino fundamental do 5º ao 9º ano e um no ensino médio, e o que nós queremos é um piso único. A luta é pela valorização dos professores do setor privado, sobretudo aqui no Triângulo Mineiro, que é uma das regiões mais ricas do Brasil e onde se tem um dos menores pisos salariais da rede particular no Estado de Minas Gerais”, reforça Marcos Gennari.

A expectativa do diretor é de que o sindicato patronal apresente alguma posição sobre a pauta de reivindicações, em especial sobre a campanha salarial 2015, para que a situação seja repassada para discussão e deliberação dos professores na reunião de amanhã.

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