Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) realizou assembleia para discutir a pauta de reivindicações da categoria para 2017 e analisar as consequências da PEC 241, agora PEC 55. De acordo com o diretor regional do Sinpro-MG, Marcos Gennari Mariano, mais de 100 professores participaram da reunião.
O sindicalista esclarece que a convenção coletiva da categoria expira no dia 28 de fevereiro do próximo ano, mas afirma já ser necessário dar início às negociações. “Isso porque o ministro do STF Gilmar Mendes, infelizmente, retirou a permissão sobre as convenções coletivas, em que, mesmo não chegando a um acordo até a data-base, a passada continuaria em vigência, com o que estava garantido já na convenção, e o ministro retirou esse direito dos trabalhadores”, explicou. Ele ressalta que, a partir de 1º de março de 2017, caso os professores não consigam estabelecer uma negociação digna para as partes, a categoria perderá todos os direitos da convenção coletiva, conquistados até hoje.
Entre as reivindicações da categoria estão a garantia de todos os direitos conquistados ao longo dos últimos anos e o repasse de no mínimo do percentual de reajuste das mensalidades que, conforme o Jornal da Manhã já informou, ficará entre 8% e 12%. Esse aumento será nas escolas particulares de ciclo básico em Uberaba, conforme o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Triângulo Mineiro (Sinep/TM). “Se pegarmos o acumulado dos últimos cinco anos, temos uma perda real do salário do professor de quase 50%”, garante, salientando que a categoria não aceitará essa realidade no próximo ano.