Reintegração de posse de área ocupada por 47 famílias na localidade denominada Nova Estrela, na Vila Ozanan, foi tranquila e sem manifestações. A operação durou quase 12 horas. A ação teve início na manhã de ontem, sendo que todas as famílias que viviam no local foram comunicadas previamente. Para evitar atritos, ruas próximas à área foram interditadas e cerca de 230 policiais militares, além de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal, participaram da reintegração. A equipe da Prefeitura esteve no local.
A área pertence a uma empresa de construção civil e a Prefeitura chegou a estabelecer negociações para evitar a reintegração de posse, mas não se conseguiu resultado positivo, diante de recuo por parte dos proprietários. Trata-se de um espaço de 15 mil metros quadrados, o equivalente a cerca de quatro quarteirões, em que moravam 47 famílias, segundo dados da Cohagra.
“Este é um processo que durou oito anos. Houve recursos e, em janeiro, foi emitido mandado para reintegração. Mas, diante da necessidade de contar com o apoio policial, a execução não aconteceu assim que o mandado foi emitido. Realizamos diversas reuniões com o comando da Polícia Militar, autoridades e representantes dos ocupantes e, depois, agendamos a data para a reintegração”, explica o oficial de Justiça, Fábio Ricardo Silva Gonçalves.
Todos os ocupantes, antes que houvesse a demolição das estruturas, puderam escolher o que fazer com seus pertences, inclusive materiais das residências, como portões, janelas e caixas d’água, que foram levados para outro local. Foi oferecida a eles a possibilidade de depositar esses materiais em um galpão, desde que ficassem responsáveis pelos mesmos. Contudo, Fábio explica que a retirada destes acontece somente com a autorização judicial.
Vale lembrar que, por diversas vezes, essas famílias realizaram manifestações, interditando ruas e queimando pneus contra a reintegração de posse. Contudo, durante a ação, segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Waldimir Ferreira, não foram registrados atritos. “Não houve hostilidade; começamos as negociações e as ordens foram atendidas. Pediram-nos prazo para a retirada do material e oferecemos caminhões para o transporte. Tudo aconteceu dentro do previsto e, provavelmente, não houve resistência pelo contingente que formamos”, explica o comandante.