CIDADE

Sem contratar base para o asfalto, PMU recupera canaleta do Vetor/BRT

A Secretaria de Infraestrutura está realizando serviço de drenagem para evitar a ruptura do asfalto próximo ao Terminal Leste do Vetor/BRT

Publicado em 12/03/2015 às 07:44Atualizado em 17/12/2022 às 01:03
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Fot Fernanda Borges

População questiona serviço de reparo no asfalto da avenida Leopoldino de Oliveira. A Secretaria de Infraestrutura está realizando serviço de drenagem para evitar a ruptura do asfalto próximo ao Terminal Leste. E alguns leitores procuraram o Jornal da Manhã questionando o motivo pelo qual o problema não foi previsto e por que o reparo está sendo feito pela prefeitura e não pela empresa contratada que fez o recapeamento. 

Em alguns trechos da avenida, na canaleta por onde passam os ônibus do sistema Vetor/BRT, surgiram problemas no asfalto, formando buracos e acumulando a massa asfáltica no meio-fio. Na semana passada deu-se início ao serviço de reparo próximo à praça da Bíblia. Entretanto, leitores questionaram o serviço e pedem explicações ao poder público, pois entendem que é um gasto a mais de recurso e que o problema poderia ser previsto.

De acordo com o secretário de Obras, José Elias Miziara, mesmo sendo a região de muitas minas de água, conhecida como “Olhos d’água”, o problema com a umidade no asfalto não poderia ser previsto. “O tráfego pesado da avenida sempre aconteceu no lado direito da pista, com o sistema BRT fizemos a mudança para o esquerdo e são 190 ônibus passando por dia pelo local, com peso de 18.500 quilos. Portanto, esse tráfego, com essa intensidade e em época de chuvas, bombeou a água, chegando a estourar o pavimento. A prefeitura somente poderia prever essa situação se tivesse feito pesquisa, mas não havia indicadores de que teria defeito no pavimento ou presença de água”, explica Miziara.

Quanto a responsabilidade sobre quem deveria fazer o reparo, o secretário explica que não é da empresa contratada para o recapeamento, que foi a Nóbrega Pimenta. O contrato não previa esse tipo de serviço e o prefeito Paulo Piau decidiu que ele seria feito pela prefeitura, pois caso contrário seria preciso fazer aditivo contratual, com preço que poderia ser superior ao que está sendo gasto com a equipe da PMU. “No contrato, apenas os reparos de pavimento antigo na base estavam previstos, isto é, consertos na ‘capa’ asfáltica feitos pela empresa e não na base, que fica por baixo, e neste local, foi onde surgiu o problema, na região da praça da Bíblia”, afirma.

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