CIDADE

Semana da Água ensina crianças a utilizarem água de forma racional

Começaram ontem em Uberaba as atividades da Semana da Água no Centro de Educação e Tecnologia Ambiental (Ceta), na Univerde

Geórgia Santos
Publicado em 17/03/2015 às 08:04Atualizado em 17/12/2022 às 00:58
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Fot Fernanda Borges

Começaram ontem em Uberaba as atividades da Semana da Água no Centro de Educação e Tecnologia Ambiental (Ceta), na Univerdecidade. O evento entra na sua nona edição este ano e conta com a participação de três mil alunos de escolas públicas e particulares, que estão recebendo informações sobre a importância da água e como utilizá-la de forma racional.

Ao todo são três dias de atividades: 16, 17 e 18 de março. No Ceta, vários estandes estão montados por parceiros que apresentam ações de sustentabilidade. Os estudantes recebem também cartilhas com informações sobre a importância de se preservar a água e conseguir enfrentar a crise hídrica, além de se envolver em brincadeiras e assistir apresentações teatrais em que as crianças são orientadas sobre o que é certo ou errado no uso da água e as formas de se economizar.

A Semana da Água é realizada pelo Codau há vários anos, em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março. A Organização das Nações Unidas (ONU) criou a data em 1992 para promover discussões e debates em torno dos recursos hídricos. Mas este ano, diante da crise hídrica, conscientizar as pessoas sobre a economia de água está sendo mais importante ainda. “Estamos vivendo nestes dois últimos anos talvez a maior crise hídrica do Sudeste do último século. Um assunto de interesse nacional, pois envolve as maiores cidades do país”, explica o presidente da autarquia, Luiz Guaritá Neto.

O objetivo é promover essa conscientização entre as crianças e os jovens para que repassem as informações. Um reaprendizado dos adultos a partir das crianças, que são formadoras de opinião, pois, quando são convencidas, defendem a causa e levam o assunto para a família. “A nossa proposta é essa: fazer com que a mensagem chegue às residências, pois precisamos tratar a água como um patrimônio da humanidade”, afirma Luiz Neto, lembrando que Uberaba consome 30% a mais de água que a média nacional e quase o dobro que a Organização Mundial de Saúde entende como mínimo necessário para uma pessoa sobreviver.

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