Foi realizado estudo, em Belo Horizonte, indicando que a greve dos bancários atrapalhou, principalmente, o setor imobiliário. Para profissionais do ramo imobiliário, o financiamento do imóvel para o comprador e a concessão de empréstimos para o andamento de obras foram os serviços mais afetados.
Neste sentido, o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Reginaldo Palhares, disse que, infelizmente, a greve é um remédio amargo que afetou não só esse, mas diversos outros segmentos da sociedade. “Chegou a um certo momento em que as pessoas não podiam utilizar mais os meios convencionais, então, acabou atingindo todos os segmentos, inclusive na área de financiamentos rurais e concessão de crédito às micro, pequenas e médias empresas”, afirma.
Ainda de acordo com o estudo, as indústrias de máquinas e equipamentos, que têm clientes que precisam contratar o financiamento no banco, também sofreram com a greve dos bancos, segundo a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Questionado se seria possível tentar reverter essas perdas para esses setores ou se essas são consequências da greve, Reginaldo alega que, parcialmente, pelo menos é possível rever, tendo em vista que os estoques dos financiamentos para esse segmento são com verbas do BNDES e as propostas estão estocadas no banco. “Tudo isso vai depender de um esforço adicional dos bancários neste retorno para atualizar essa demanda. A gente não pode negar que, realmente, pela intransigência dos banqueiros, acabou afetando, sim, esses segmentos. Como os bancários fazem ao longo do ano, eles dão muito lucro aos patrões, por isso a população pode contar com o nosso empenho”, finaliza.
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