Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior de Uberaba (Sinte-MED) realiza hoje assembleia para discutir a possibilidade de greve da categoria a partir de 28 de maio. O indicativo será debatido entre os profissionais, porém a presidente do sindicato, Simea Aparecida, acredita que, assim como em outros locais do país, os técnicos administrativos da UFTM vão aderir ao movimento.
“O assunto vem sendo discutido desde o mês março, quando foi realizada a última plenária da categoria. Percebemos que todos estão ansiosos e insatisfeitos, pois o governo não apresentou nenhuma proposta. O último encontro entre o poder público federal e a Fasubra foi na terça-feira (12) e não houve proposta concreta. Por isto acredito que não haverá outra decisão que não seja a greve”, explica a presidente do Sinte-MED.
Simea explica que o indicativo de greve foi aprovado no congresso da Fasubra, em Poços de Caldas. A partir daí, cada sindicato e as bases devem levar o assunto para ser debatido com a categoria local. No caso de Uberaba, haverá duas assembleias. A primeira hoje, quando serão repassadas as informações debatidas durante o congresso, e a segunda no dia 20 de maio, próxima quarta-feira, para deliberação sobre o indicativo de greve.
“A última proposta do governo para a categoria foi em 2012, quando fizemos um acordo para reajuste de 15%, divididos em três anos, inclusive a última parcela foi este ano, e algumas mudanças na nossa carreira. Depois disto não tivemos mais nada, o nosso salário está defasado, o nosso plano de carreira atrasado e, diante do modelo de estado que estamos vivendo, precisamos de melhorias salariais”, afirma a sindicalista.
A categoria também está em período de campanha salarial, reivindicando reajuste de 27,3% para todo funcionalismo público, mudança de data-base para 1° de maio, entre outros. “Vale ressaltar algumas solicitações locais, como redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas, uma reivindicação antiga que ainda não conseguimos, já que a reitora Ana Lúcia de Assis Simões ainda não deu resposta concreta”, finaliza Simea.