Foto/Enerson Cleiton
Luiz Carlos Saad, secretário municipal de Agronegócio, diz que a situação ainda é tranquila, mas pode começar a ser de alerta, devendo complicar se não chover até setembro
Há quase dois meses sem chover, o tempo seco ainda não gera prejuízos aos produtores rurais. A situação está dentro do previsto para o período, porém se a chuva não vier em pelo menos um mês, os problemas podem surgir.
Os meses de junho, julho e agosto, até mesmo meados de setembro, compreendem um período seco, em que tradicionalmente os produtores rurais se preparam para evitar a queda na produção e prejuízos. Em alguns anos a seca trouxe graves problemas, mas neste ano, segundo o secretário de Desenvolvimento do Agronegócio, Luiz Carlos Saad, a situação ainda está dentro do esperado. “Temos quase 60 dias sem chover, isso preocupa, sobretudo no abastecimento de água para pequenos produtores de hortifrútis. Normalmente usam muita água e, com a seca, começa a baixar o nível dos rios. A situação é normal, não é preocupante, mas é preciso atenção”, diz.
Saad explica que acompanha previsões do tempo e também a situação em outros setores. “Já vi que vai começar a transposição do rio Claro para o rio Uberaba, isso mostra que temos que ficar atentos. Mas, quanto à agricultura, ainda não é um problema, o produtor empresarial já colheu duas safras e o pequeno e o médio ainda estão se mantendo. Contudo, se isso se prolongar por mais 30 dias, é preocupante e será preciso um planejamento”, diz.
Assim, de acordo com previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para este mês não há previsão de chuva. “Pode ocorrer uma chuva isolada no Triângulo Mineiro na próxima terça, mas é passageira, uma situação bem insignificante em termos de volume. Chuva de fato somente na segunda quinzena de setembro”, revela o meteorologista Luiz Ladeia.