CIDADE

Uberaba pode testar mosquito transgênico no combate ao Aedes

Uberaba pode ser incluída em pesquisa que avalia a ação de mosquito transgênico na redução da infestação do Aedes aegypti, que transmite o zika vírus, chikungunya e dengue

Letícia Morais
Publicado em 29/01/2016 às 08:41Atualizado em 16/12/2022 às 20:18
Compartilhar

Diretor de Vigilância em Saúde, Nelson Ranieri, durante entrevista à Rádio JM,

quando revelou que vai tentar incluir a cidade no protocolo da pesquisa

Uberaba pode ser incluída em pesquisa que avalia a ação de mosquito “transgênico” na redução da infestação do Aedes aegypti, que transmite o zika vírus, a febre chikungunya e a dengue. Diretor de Vigilância em Saúde, Nelson Ranieri Tirone deverá manter contato com empresa britânica que desenvolveu o inseto para analisar as possibilidades de inserir a cidade no protocolo do estudo.

A propagação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm preocupado tanto as autoridades, que mosquitos transgênicos estão sendo usados em algumas cidades do país na tentativa de neutralizar os exemplares da mesma espécie. O mosquito "bom", ou “do bem”, como é conhecido, foi criado por uma empresa inglesa e modificado geneticamente em 2002. O intuito da sua criação é impedir a expansão territorial do Aedes.

“É uma técnica que ainda não foi aprovada pela Anvisa. Esse mosquito é modificado geneticamente; os machos, ao copularem com as fêmeas vão transmitir essa alteração genética. Com isso, a sua prole não vai progredir à idade adulta, porque morrem crianças. Tal procedimento faz parte de um eixo de trabalho contra a dengue, que é o controle biológico. Acredito ser uma ferramenta que vai ter o maior percentual de eficácia no combate ao mosquito”, avaliou o diretor Nelson Ranieri.

Há aproximadamente um ano o mosquito começou a ser utilizado para conter o aumento da dengue na cidade de Piracicaba, em São Paulo. Agora, Uberaba também vive um momento complicado com a possibilidade de epidemia das doenças transmitidas pelo mosquito. Em entrevista à Rádio JM, Nelson Ranieri afirmou que está tentando incluir a cidade na rota deste mosquito do bem.

“Farei uma visita à empresa que detém a tecnologia na tentativa de incluirmos Uberaba, que tem um histórico de dengue, no protocolo de pesquisa. Vai ser uma tentativa para que nós possamos testar o mosquito em um bairro na cidade. É um mosquito macho, que não transmite a doença, portanto não vai criar nenhum tipo de problema. Existe todo um protocolo de pesquisas que tem que ser aplicado, então o bairro será tratado de maneira diferenciada”, explicou o diretor.

Agravante. A Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, estuda por meio do Departamento de Entomologia se o zika vírus e a febre chikungunya também podem ser transmitidos pelo mosquito Culex, conhecido popularmente como pernilongo comum. A pesquisa pretende entender a rapidez com que a epidemia se propaga.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por