CIDADE

Uberaba tem o 4º mês seguido de geração de emprego negativa

Uberaba continua com saldo negativo na geração de empregos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo MTE

Daniela Brito
Publicado em 26/09/2015 às 07:51Atualizado em 16/12/2022 às 22:05
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Uberaba continua com saldo negativo na geração de empregos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números, referentes a agosto, mostram que houve 3.678 admissões contra 3.789 demissões – o que representa saldo negativo de 111 vagas. Este é o quarto mês consecutivo com saldo negativo na geração de empregos.

Este resultado é mais positivo que o registrado no mês anterior. Na ocasião, a cidade gerou 3.886 novos empregos, porém registrou 4.657 demissões, registrando saldo negativo de 771 postos de trabalho.

No mês passado, o maior número de desemprego foi registrado no setor de serviços, com saldo negativo de 149 vagas de trabalho, em razão de 1.223 admissões contra 1.372 demissões. O setor de comércio registrou saldo negativo de 103 vagas em Uberaba. Ao longo do período foram criadas 863 vagas, porém houve 966 desligamentos. Praticamente empatado vem a área da construção civil, com saldo negativo de 676 vagas, em razão da geração de 778 novos postos de trabalho contra 1.492 desligamentos.

Por outro lado, o setor da indústria de transformação foi o setor que mais gerou empregos no mês de agosto no município. Durante o período foram 611 admissões contra 467 demissões, totalizando saldo positivo de 144 vagas.

No ano, Uberaba já perdeu 1.669 vagas de emprego, sendo 1.676 somente da construção civil. No acumulado dos 12 meses foram fechados 2.202 postos de trabalho e também a construção civil é o maior responsável pela situação, com a eliminação de 2.116 vagas ao longo dos 12 meses.

No ranking da evolução do emprego das 110 cidades maiores de Minas Gerais, Uberaba ganhou posições. Em agosto, a cidade saiu da 107ª posição e agora está na 71ª. Congonhas lidera este ranking, enquanto a capital mineira, Belo Horizonte, está na última colocação.

Dados gerais. Este mês o Caged demonstra uma desaceleração na perda de postos de trabalho registrado nos últimos meses em nível nacional, o que pode indicar uma retomada na geração de empregos formais para o próximo mês. Segundo os dados de agosto, ocorreu uma redução de 86.543, equivalente ao declínio de 0,21% em relação ao estoque do mês anterior. Em Minas Gerais foram eliminados 23.849 empregos celetistas, equivalentes a uma redução de 0,56 em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Tal redução do emprego decorreu, principalmente, do desempenho negativo do setor da agropecuária (-12.920), construção civil (-4.319 postos) e da indústria de transformação (-4.130 postos).

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