Fernanda Borges
Usuários do transporte coletivo nos terminais tiveram muitas dúvidas sobre uso do sistema Vetor/BRT no primeiro dia útil de funcionamento
Primeiro dia útil de funcionamento do sistema de transporte coletivo Vetor/BRT teve muitos usuários com dúvidas sobre o funcionamento do novo modelo. Tanto no terminal Leste como no Oeste, algumas pessoas se sentiram perdidas sobre qual linha utilizar para chegar ao destino desejado, em qual plataforma do terminal permanecer e, principalmente, quanto aos horários. Muitos chegaram atrasados no trabalho, pois aconteceram alterações nos horários e nos itinerários das linhas. Os usuários reivindicam mais funcionários da equipe “Posso ajudar?” dentro dos terminais, para informações.
Em funcionamento desde sábado, o sistema Vetor/BRT tem como principal objetivo dar mais agilidade ao serviço de transporte coletivo e mobilidade ao usuário. O novo modelo entrou em operação no último sábado e ontem, o primeiro dia útil, quando também coincidiu com o retorno das férias para alguns trabalhadores, foi um dia de muita confusão.
“Só não me atrasei para o serviço porque achei melhor me antecipar. Sabia que haveria mudanças e, por isso, acordei mais cedo, pois não tinha certeza sobre o horário em que o ônibus iria passar no ponto da linha que uso. Cheguei ao terminal sem pressa, ainda estava dentro do horário, mas senti falta de pessoas caracterizadas para passar informações. No momento que estive lá, apenas encontrei uma com prancheta, é precioso aumentar a quantidade”, indica a atendente de telemarketing Jéssica Lopes.
Já a diarista Maria Catarina Barbosa reivindicou a presença de um local para recarga de cartão dentro do terminal. “Acho que está desorganizado, não há pessoas da equipe ‘Posso ajudar?’, o ônibus está levando mais tempo para chegar ao terminal, está demorando mais que antes, e o que mais me deixou indignada foi a ausência de local para recarregar o cartão.
Vou ter de ir até o centro para abastecer o cartão e depois voltar e pegar a linha que preciso para chegar ao meu destino”, afirma a diarista.
Muitas reclamações também quanto ao horário. A auxiliar de serviços gerais Eliete da Conceição disse que a linha que ela usa passa tarde no ponto mais próximo da casa dela e isso gerou atraso no serviço. Por isso, assim que chegou ao terminal, procurou um fiscal, anotou telefone da concessionária, para repassar a reclamação e sugestão para mudança.
Por outro lado, algumas pessoas se prepararam, ligaram antes nos canais de informação e não se sentiram perdidas. “Na segunda-feira estava de folga, mas na terça-feira eu trabalho, já liguei, me informei sobre os horários e a linha que devo tomar. Acredito que não terei problema. O sistema está passando por mudança, e aquelas pessoas que usam sempre o transporte coletivo devem procurar informação, senão ficam perdidas mesmo”, afirma a porteira Zélia Lourenço.