Em tempos de crise, muitas pessoas optam por adquirir ovos caseiros ao invés dos industrializados, buscando personalização e economia
Em tempos de crise, muitas pessoas optam por adquirir ovos caseiros ao invés dos industrializados, buscando personalização e economia. As redes sociais andam recheadas de promoções e vendedores oferecendo esse tipo de produto, especialmente nesta reta final do período de vendas para a data.
Entretanto, a Vigilância Sanitária (Visa) alerta o consumidor sobre os riscos da compra de ovos sem procedência. O diretor de Vigilância em Saúde, Nelson Ranieri, explica que a Visa tem atuação limitada aos estabelecimentos que estão sujeitos a controle sanitário. “Se a pessoa produz na residência, nós não temos legislação que nos dê suporte para entrar na casa e inspecionar”, analisa, acrescentando que, nesta época, a Vigilância está visitando os estabelecimentos, como fábricas de chocolates, revendedores e supermercados.
A orientação do diretor é comprar em supermercados e lojas estabelecidas. Caso o consumidor opte pela compra do produto caseiro, ele afirma que “é preciso conhecer o produto e a procedência daquela produção, adotando esses cuidados para garantir a segurança. Mas, nesse caso, o poder público não pode dar a garantia desse tipo de produto”, salienta Ranieri.
Industrializados. Somente os produtos de origem industrial estão suscetíveis à fiscalização da Vigilância. Ranieri afirma que não existe uma ação específica de fiscalização aos ovos e chocolates industrializados, mas garante que “esses produtos estão sendo observados com maior cuidado, até por serem mais expostos nas gôndolas dos supermercados e afins”. Na inspeção são conferidos a procedência do produto, o prazo de validade, a conservação e se ele está danificado. “Se não estão vendendo produtos que são feitos em empresas que não tenham registro para fazê-los, o que é muito comum de encontrar”, admite o diretor de Vigilância.