Diretor de Zoonoses, reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito Aedes aegypti, principalmente, onde os índices foram acima de 2%
Foto/Sérgio Teixeira
Apesar do mutirão realizado pelos agentes, a Zoonoses reforça que a colaboração da população é importante
No início deste mês, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e Uberaba registrou o menor resultado dos últimos dez anos. O índice geral indicou uma infestação predial de 1,2% no município. No entanto, os bairros São Vicente, Leblon, Parque Gameleira II, São Geraldo, São Cristóvão e Residencial Rio de Janeiro apontaram índice de 2,1%, deixando em alerta o Departamento de Zoonoses.
De acordo com o Programa Nacional de Controle da Dengue, os índices inferiores a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% estão em situação de alerta, e superiores a 4% estão com risco de surto de dengue. “Após a divulgação do LIRAa, conseguimos intensificar as visitações nessas regiões, onde percebemos que 33,3% dos depósitos foram encontrados em vasos de planta e bebedouros de animais, seguidos das calhas, ralos e vasos sanitários em desuso, com 20% de infestação”, afirmou o diretor do Departamento de Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa.
Nos bairros que apontaram maior infestação do mosquito, Antônio Carlos explica que o trabalho será intensificado com o auxílio de mutirões, motofogs, fumacê e do programa #SaiZika. “Estamos trabalhando em forma de mutirões e vamos intensificar a ação no Parque São Geraldo, por exemplo. O bairro corresponde a 126 quarteirões, com mais ou menos seis mil imóveis. Então, vamos fechar o bairro durante um dia inteiro para realizar um combate intensivo naquela região”, destaca o diretor.
Antônio Carlos salienta que, por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a equipe dos mutirões é composta por 200 agentes, sendo que cada um é responsável por 800 imóveis. “Vale bater na tecla de que precisamos contar com a participação da população. Quem tiver dúvida ou se o horário dos agentes visitarem as casas não estiver adequado, basta ligar no Departamento de Zoonoses e agendar novo horário, que nós iremos atender”, salienta Antônio Carlos. De acordo com Barbosa, o trabalho nos terrenos abandonados vai continuar, bem como as notificações. “Caso o proprietário seja reincidente, a equipe irá fazer um relatório para a Promotoria, que poderá intimar quem estiver ‘colaborando’ para a infestação no bairro”, finaliza.