
Cuca fica respaldado pela diretoria do Santos. (Foto/SFC)
A eliminação do Santos na Copa Sul-Americana aumentou a pressão de parte da torcida sobre o técnico Cuca, principalmente pela estratégia adotada nos minutos finais da partida contra o Atlético-MG, mas a diretoria santista não trabalha com a possibilidade de trocar o treinador neste momento.
As críticas cresceram depois que o Santos recuou durante o segundo tempo do confronto disputado na Arena MRV, na quarta-feira (16), quando as alterações promovidas pelo treinador deixaram a equipe posicionada em um esquema 5-4-1 e com pouca presença ofensiva.
Na formação utilizada nos minutos finais, o Santos ficou com Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Willian Arão, João Ananias e Escobar; João Schmidt, Christian Oliva, Arthur e Gabriel Bontempo; além de Gabigol mais adiantado.
Com o Santos concentrado no campo defensivo, o Atlético-MG aumentou a pressão e conseguiu marcar aos 47 minutos do segundo tempo, levando a definição da vaga para as cobranças de pênaltis.
Nas penalidades, o goleiro Gabriel Delfim levou a melhor diante do Santos, que acabou eliminado depois da derrota por 4 a 2 no tempo regulamentar, resultado que deixou o placar agregado empatado em 4 a 4.
A estratégia adotada por Cuca provocou críticas de uma parcela da torcida, que atribuiu ao treinador grande responsabilidade pela eliminação e pelo encerramento da possibilidade de conquista do único título ainda disponível ao clube na temporada.
A posição interna, porém, é diferente, já que a direção entende que o Santos apresenta evolução nos aspectos técnico, tático e coletivo, além de ter conseguido resultados positivos recentemente no Campeonato Brasileiro e aumentado a distância em relação à zona de rebaixamento.
A possibilidade de saída de Cuca também não chegou a ser discutida anteriormente, nem mesmo durante o período em que o Santos acumulava resultados negativos e alternava momentos dentro e fora da zona de rebaixamento.
Por esse motivo, a eliminação na Sul-Americana é encarada internamente como uma frustração esportiva, mas não como uma situação que justifique uma mudança imediata no comando da equipe.
As semelhanças entre o gol de Cuello na partida contra o Atlético-MG e o de Breno Lopes na final da Libertadores de 2020 também foram vistas internamente apenas como coincidência, sem relação com uma eventual punição pela decisão de recuar a equipe para tentar preservar o resultado.
Cuca permanece no comando e prepara o Santos para enfrentar o Remo neste sábado (19), no Mangueirão, pelo Campeonato Brasileiro.
A diretoria considera que uma vitória em Belém, seguida pela interrupção do calendário durante a Data Fifa, poderá diminuir a pressão criada depois da eliminação continental e ajudar o clube a recuperar a estabilidade no ambiente.