O treinador foi bastante criticado por convocar Gabriel e Rodrigo Caio, do Flamengo; Matheus Henrique e Everton, do Grêmio, e Weverton, do Palmeiras
Em uma coletiva que não escondeu as reclamações dos mais diversos assuntos, Tite disparou contra a cultura do futebol brasileiro e o calendário proposto pela CBF. Anteriormente, ele já havia exposto toda a sua insatisfação com a Pitch, empresa que organizou os amistosos contra Senegal (hoje) e Nigéria (domingo, 13), ambos em Singapura.
O treinador da Seleção Brasileira foi bastante criticado por convocar Gabriel e Rodrigo Caio, do Flamengo; Matheus Henrique e Everton, do Grêmio, e Weverton, do Palmeiras, em meio à disputa do Brasileirão e na preparação para a semifinal da Libertadores.
“Quando a seleção joga, não tinha que ter jogo de time. Continuo convicto. Isso para mim não vai mudar ao longo do tempo. Eu faço as convocações e faço com bastante pesar. Porque eu não queria. Continuo com a mesma opinião. Eu sei que o Manoel Flores (diretor de competições da CBF) está tentando ajustar. Mas vocês sabem mais que eu e eu não quero entrar nestes aspectos. Mas esse problema aconteceu com todos os clubes, quase todos os clubes. Eu tenho isso claro e continua igual”, afirmou o treinador.
Em seguida, Tite corroborou com a situação e acrescentou uma análise crítica ao que vê no futebol brasileiro. “Sou muito grato aos dois pelo trabalho. Quero também fazer outra referência. A situação do Brasil tem algumas diferenças na Europa, mas o nível de pressão também é alto. Eu não concebo e, agora vou falar sem filtro, o que acontece aqui. Me parece que no Brasileirão não ganhar um jogo é crime. É crime o técnico participar e não ganhar. E aí te proporciona invasão de treino a toda hora. Isso é vergonha, eu me sinto envergonhado”, disparou.