Divulgação/Fifa
Seleção feminina holandesa busca o inédito título da Copa do Mundo
O troféu de carisma da torcida já está há semanas nas mãos da Holanda. A "maré laranja" que invade cada cidade em que a seleção feminina joga, com direito a coreografia, é uma das imagens mais divertidas da Copa do Mundo da França. Dito isso, ninguém se atrevia, até alguns dias atrás, a incluir as holandesas no pelotão das favoritas à taça de campeãs do mundo. Adversárias da favorita seleção dos EUA na final de hoje, às 12h, em Lyon, elas tentarão mostrar que não despacharam equipes mais tradicionais, como Canadá, Japão e Suécia, só por sorte de principiante.
A Holanda faz sua segunda participação em um Mundial. Na primeira aparição, em 2015, alcançou as oitavas de final. Já em Olimpíadas, aparecerão pela primeira vez no ano que vem, em Tóquio. O ponto de virada foi o título da Eurocopa de 2017, jogando em casa. O público holandês "descobriu" sua seleção feminina, compareceu em peso aos estádios e seguiu prestigiando as atletas após o término do campeonato.
Na equipe, a estrela é Jackie Groenen, autora do gol da vitória na semifinal e que acaba de se transferir do Frankfurt para o Manchester United. A jovem holandesa carrega o número 14 nas costas, o mesmo de Johan Cruyff, lendário jogador holandês de quem seu pai era devoto.
Neste domingo, Groenen e suas companheiras terão a chance de fazer o que nem Cruyff nem outro holandês jamais conseguiu: vencer uma Copa do Mundo. A seleção masculina bateu na trave três vezes: em 1974, 1978 (com o time apelidado de Laranja Mecânica) e em 2010. Entre a Holanda e o feito inédito, porém, está a seleção dos Estados Unidos, tricampeã do mundo e que busca ampliar sua hegemonia.
JOGOS DE HOJE
Copa do Mundo feminina
EUA x Holanda – 12h
Copa América
Brasil x Peru – 17h