Onze anos depois, equipe do revezamento do Brasil recebeu ontem, em Lausanne, na Suíça, a medalha de bronze
Onze anos depois de ter participado da final da prova dos 4x100m dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, onde terminou em quarto lugar dentro da pista, a equipe do revezamento do Brasil, formada por Bruno Lins, José Carlos Moreira, Sandro Viana e Vicente Lenílson, recebeu ontem, em Lausanne, na Suíça, a medalha de bronze, que herdou devido ao caso de doping envolvendo um dos atletas da Jamaica, cujo time, liderado por Usain Bolt, terminou em primeiro lugar naquela disputa.
O caso de doping foi revelado apenas em 25 de janeiro de 2017, quando a reanálise das amostras dos exames antidoping realizados pelos atletas na Olimpíada de 2008 apontou que Nesta Carter testou positivo para metilhexanamina, um estimulante proibido. Naquela final na China, o velocista abriu o revezamento para a equipe jamaicana, que venceu a prova com o tempo de 37s10, então o recorde mundial dos 4x100m. O resultado, porém, foi desqualificado. E o terceiro lugar daquela prova foi confirmado para a equipe brasileira pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) apenas no ano passado.
Com a comprovação do doping de Carter, o time jamaicano teve de devolver a medalha de ouro que ganhou, enquanto Trinidad & Tobago, que havia sido a segunda colocada, herdou o primeiro lugar. O Japão passou da terceira para a segunda posição e o quarteto do Brasil, que fechou a prova com o tempo 38s24, ficou com o bronze após terminar em quarto lugar.
“A ficha não tinha caído ainda. Depois que colocaram a medalha, eu a olhei, passou um filme na minha cabeça e as lágrimas vieram. Foi um choro de felicidade, de ser reconhecido como um medalhista olímpico. Pequim-2008 foi minha primeira participação em Jogos, foi especial e único. Gostaria de agradecer a todos os brasileiros que sempre torceram por nós. É um momento mágico na nossa vida. Agora somos, realmente, medalhistas olímpicos, finalmente com nossa medalha em mãos”, comemorou o alagoano Bruno Lins.