Na luta contra a degola, Alvinegro busca alternativas para não ser rebaixado
Vagner Mancini quer mudar a forma de atuar do Atlético. Desde que chegou a Belo Horizonte, o técnico escala o time priorizando contra-ataques. No entanto, ele pretende resgatar o DNA ofensivo do clube e dar prioridade ao “Galo Doido”, estilo da época em que venceu títulos de Libertadores e Copa do Brasil.
A decisão do treinador foi tomada após o empate por 2x2 com o Fortaleza, no sábado (2). Na ocasião, ele citou o que gostaria de fazer com o time que tem em mãos, já contra o Goiás, amanhã, às 20h, no Mineirão.
“Atingir logo a permanência (na Série A do Brasileirão) e, também, jogar um futebol com o DNA do Atlético. Sinceramente, não vejo o Atlético jogando com posse de bola. Quero um Atlético agressivo, quero um Atlético que parta para cima. Que saiba valorizar a bola, e aí não estou falando de posse de bola lá atrás, estou falando de posse de bola no campo ofensivo. Mas isso tudo demanda tempo. Temos que entender que muita coisa é jogada na atual situação do Atlético, mas a comissão técnica não estava aqui”, disse o treinador.
Hoje, o Atlético de Vagner Mancini atua de forma reativa. A equipe joga na defesa e sai em velocidade por meio de contra-ataques. Essa foi a forma de atuar diante do Santos, única vitória conquistada desde a chegada do treinador ao clube. Com menos de um mês à frente do time, ele planeja alterar o estilo de jogo na reta final de 2019.
“Muito importante [o apoio do torcedor]. Essa é a cara do Atlético. Estou há 20 dias no clube, mas sei qual é a cara do Atlético. É um time de superação, um time que sofre, que as conquistas são sofridas, basta lembrar da Libertadores e da defesa com o pé do Victor. A história do Atlético é essa. Tem que pegar isso e vestir essa camisa”, completou.
O Atlético é o 13º colocado, com 36 pontos conquistados, cinco a mais que o Fluminense, 17º, primeiro dentro da zona de rebaixamento.