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Agronegócio em Minas bate novo recorde e exportações somam R$ 14,2 bilhões

Mesmo sem contabilizar dezembro, os números apontam para o melhor resultado das vendas externas de toda a série histórica no setor

O Tempo
Publicado em 14/12/2022 às 19:28Atualizado em 26/12/2022 às 22:58
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Exportações de café puxaram índice mineiro (Foto/Ruibran Rocha/Divulgação)

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram um novo recorde, desta vez de US$ 14,2 bilhões, no acumulado de janeiro a novembro deste ano. O resultado foi apresentado pela Secretaria de Estado, Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) nesta quarta-feira (14) e já supera o balanço divulgado até outubro, que somou quase R$ 12,9 bilhões. Mesmo sem contabilizar dezembro, os números apontam para o melhor resultado das vendas externas de toda a série histórica no setor.

No acumulado do ano, a receita teve acréscimo de 49%, na comparação com o mesmo período de 2021. As vendas do agronegócio tiveram crescimento superior a outros importantes setores, como o de mineração e metalurgia. “Esse recorde é resultado da alta demanda por alimentos em todo o mundo e a consequente valorização dos preços praticados no mercado internacional. E o produtor mineiro está pronto para atender a essa demanda”, avalia o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.

Os embarques de produtos agropecuários de Minas Gerais representaram 38,2% de toda a pauta mineira, o maior percentual da série histórica, com início em 1997. Os produtos agropecuários produzidos no estado foram comercializados em 175 países. Os principais destinos foram China (US$ 4,3 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,5 bilhão), Alemanha (US$ 1,4 bilhão), Itália (US$ 731 milhões) e Bélgica (US$ 640 milhões). O café foi o principal produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro.

A cafeicultura também foi favorecida pela melhora nos preços no mercado internacional e o aumento da demanda. O valor alcançou US$ 6,3 bilhões, com crescimento de 63% na comparação com o ano anterior. O volume negociado foi de 26,1 milhões de sacas, um aumento de 4,7%. Os números já indicam a melhor marca para a receita do café.

Dentro das exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) somaram US$ 3,4 bilhões. O grão é o carro-chefe e representa 93% do valor alcançado pelo segmento. A receita contabilizada do setor aumentou 50%, devido, principalmente, ao crescimento da demanda chinesa. O setor de carnes registrou a receita de US$ 1,6 bilhão (+49,5%) com o embarque de 384 mil toneladas (+20%). O resultado garantiu o melhor resultado para a pecuária.

A carne bovina liderou as vendas do segmento com US$ 1,2 bilhão e 211 mil toneladas, com crescimento de 59% no valor e 17% no volume. Este foi o melhor resultado para as vendas dessa proteína. A China contribuiu para o aquecimento das vendas e aumentou em 54% as suas compras.

Na comercialização da carne de frango alcançou US$ 311 milhões e 148 mil toneladas, com acréscimos de 45% e 13%, respectivamente. A China liderou as compras, seguida de Emirados Árabes e Singapura, que obtiveram significativos acréscimos de 123% e 286%, respectivamente.

O total da receita das vendas desse segmento registrou US$ 1,3 bilhão e 3,3 milhões de toneladas, representando acréscimos de 20,6% no valor e decréscimo de 1,8% no volume. O açúcar, principal componente do complexo, obteve 11,7% de aumento no valor arrecado, fruto da valorização dos preços pagos e abertura de nove novos destinos. 

Fonte: OTEMPO

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