Com o início oficial da propaganda eleitoral, muitos motoristas passam a adesivar seus veículos ou a utilizá-los em ações de campanha. No entanto, seguir apenas as regras da Justiça Eleitoral não garante que a proteção do seguro continue valendo. Cada seguradora possui critérios próprios para analisar mudanças no veículo e na sua forma de uso.
O empresário José Juliani, da Juliani Seguros, esclarece que detalhes simples não costumam gerar problemas, mas exigem atenção: “A simples presença de adesivos de pequeno porte em carros de passeio, quando não altera a forma como o automóvel é utilizado, não compromete a cobertura da apólice convencional”, explica Juliani
MUDANÇA DE FINALIDADE E NOVOS RISCOS
O cenário muda quando o veículo passa a prestar serviços de apoio, transporte de materiais, deslocamento de equipes, uso de som ou publicidade ostensiva. Segundo José Juliani, isso eleva a exposição do carro a acidentes, roubo e vandalismo, alterando o perfil do contrato:
“Quando o veículo deixa de ser utilizado exclusivamente para fins particulares e passa a exercer uma atividade ligada à campanha, pode haver necessidade de adequação da apólice. Se essa mudança não for comunicada previamente, o segurado poderá enfrentar sérias dificuldades para receber a indenização em caso de sinistro”, orienta Juliani.
ENVELOPAMENTO E DANOS A ADESIVOS
Outro ponto de alerta envolve a plotagem total que esconda a cor original do carro. Nesses casos, além de avisar a seguradora, é obrigatório comunicar o Detran para a devida atualização do documento (CRLV). José Juliani também lembra que prejuízos causados aos próprios adesivos ou envelopamentos não contam com cobertura nas apólices convencionais.
MANIFESTAÇÕES E PAPEL DO CORRETOR
Eventos de campanha exigem cautela redobrada, pois a maioria dos contratos exclui danos causados por tumultos, motins, vandalismo e perturbação da ordem pública. Diante disso, a recomendação fundamental é falar com o corretor antes de qualquer alteração relevante no carro ou na sua rotina:
“O corretor é o profissional habilitado para verificar as regras específicas de cada seguradora, avaliar o enquadramento do risco e orientar sobre os ajustes ou coberturas adicionais necessárias para manter o veículo devidamente protegido.” Finaliza nosso entrevistado