
A modelo Yasmin Brunet, de 34 anos, foi vista na Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo nesta quarta-feira (26) para registrar boletim de ocorrência. Recentemente, ela foi acusada pela mineira Letícia Maia, de 21 anos, de envolvimento em um esquema de tráfico humano para prostituição nos Estados Unidos. O caso da jovem veio à tona após os pais dela, moradores de Perdões, no Sul de Minas, denunciarem que ela teria sido vítima da influencer e modelo paraense Kat Torres.
Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band, o advogado Robson Cunha afirmou que Yasmin passou a ser muito atacada por causa desse assunto e resolveu procurar as autoridades para estancar a situação e fazer a comunicação do crime à autoridade responsável.
"O delegado entendeu que são crimes contra a honra. Então, há uma calúnia, uma difamação à própria Yasmin. Há também, diante de relatos que foram feitos na própria internet, ameaças feitas à Yasmin, à integridade física dela",
Na última semana, Yasmin se pronunciou dizendo que não comentaria mais nada a respeito do caso e avisou que os advogados dela, no Brasil e nos Estados Unidos, já estavam tomando as medidas providências legais e cabíveis.
"Entrei nessa história buscando ajudar, mas agora vendo essa confusão que estão fazendo, entendi que buscam apenas atenção. Só que fazer isso envolvendo um assunto tão importante é chocante", escreveu Yasmin em um storie publicado em seu Instagram.
Em seguida, a modelo disse que o tráfico humano é um tema grave e que não deveria ser usado para "ganhar fama" em cima. "Quanto mais a gente banaliza, mais essas vítimas se tornam invisíveis, parte de um senso ficcional, sendo que esse mercado horrível existe, movimenta muito dinheiro em cima dos corpos das mulheres. Tráfico humano não é fanfic. É assunto sério e urgente", completou a filha de Luiza Brunet.
Entenda o caso
Desde meados do mês, uma história no mínimo confusa tomou conta da mídia e das redes sociais. A polêmica envolve as famílias de duas brasileiras que acusam a influenciadora, modelo e autointitulada bruxa e hipnoterapeuta Kat Torres de participar de um esquema de tráfico humano para prostituição nos Estados Unidos.
No entanto, na última sexta-feira (21), a jovem Dessirê Freitas, que foi apontada como uma das vítimas, e a influencer utilizaram a conta no Instagram de Letícia Almeida, também apontada como uma das vítimas, para publicar uma série de vídeos explicando o que realmente aconteceu sobre o suposto desaparecimento das jovens.
Em um certo momento dos registros, Kat diz que tudo isso estaria acontecendo porque "os amigos de Dessirê e os pais de Letícia inventaram que elas estavam sumidas, que foram sequestradas".
Segundo Dessirê, tudo teria começado quando ela deixou de ser amiga de Patrícia, a bloqueou nas redes sociais e seguiu com sua vida. Ela também alega que sempre foi perseguida "por ser loira" e inteligente e, por isso, decidiu deixar a rede social Instagram. Para Dessirê, essa perseguição causada pela inveja é "coisa de brasileiro" e ela não aguentava mais isso.
Com a saída do Instagram, a ex-amiga ficou preocupada e começou a procurar por ela, dando início a história do desaparecimento e todos seus desdobramentos.
Os vídeos seguem com a dupla falando alternadamente para a câmera. Em alguns momentos, ouve-se apenas a voz de Kat orientando a amiga sobre o que falar. Elas contam que o marido de Patrícia, um policial canadense, utilizou de seus acessos para descobrir onde Desirrê estaria. "Eu não estava sumida coisa nenhuma", esbraveja.
Poucos minutos depois, as postagens foram apagadas (embora já tenham sido publicadas em outros perfis) do perfil de Letícia.