Especialistas apontam que os números se justificam pela substituição de mão de obra mais cara
Divulgação Sebrae
Foram contratados 227.626 jovens no Brasil no primeiro semestre deste ano por meio da Lei da Aprendizagem profissional. O número é quase 12% maior na comparação com o mesmo período em 2017, segundo balanço apresentado pelo Ministério do Trabalho – foram 203.434 jovens menores aprendizes contratados no período. Minas Gerais foi o terceiro estado com mais contratações do tip 21.198. A primeira colocação foi São Paulo, com 65.634 jovens aprendizes contratados no primeiro semestre, e a segunda ficou com o Rio de Janeiro, com 21.746.
Apesar de o dado mostrar aumento da inserção do jovem no mercado de trabalho, especialistas avaliam que parte destas vagas acabam sendo fruto de substituição de mão de obra profissional pelos jovens, o que acontece com frequência em momentos de economia desaquecida. “É a mesma lógica do aumento das vagas para os estagiários. As empresas querem reduzir custos”, analisa a professora de economia Adriana França Guimarães Viana.
O aprendiz tem direitos trabalhistas e previdenciários reservados e sua remuneração tem o salário mínimo como base, mas proporcional ao número de horas cumpridas. Pela legislação brasileira, a empresa deve reservar 5% a 15% das vagas para programas de aprendizagem profissional, exceto microempresas.
Contudo, nem todos os postos são ocupados de forma adequada. Segundo dados do IBGE de 2015, cerca de 2 milhões de jovens entre 14 e 17 anos estavam em situação de trabalho irregular.
*Com informações do jornal O Tempo