Estado registrou índice de 29,4% em 2025, contra 45% no Brasil; Minas já contabiliza 1.678 transplantes em 2026 e tem mais de 9 mil pacientes na fila de espera
Minas Gerais registrou uma taxa de recusa familiar à doação de órgãos de 29,4% em 2025, abaixo da média nacional, de 45%. Os dados são do MG Transplantes, órgão vinculado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
O índice representa uma redução em relação a 2024, quando 33,09% das famílias optaram por não autorizar a doação. Segundo a Fhemig, a melhora está relacionada ao avanço da conscientização da população e à capacitação dos profissionais de saúde para acolher familiares e esclarecer dúvidas sobre o diagnóstico de morte encefálica.
Minas já soma 1.678 transplantes em 2026
Além da redução das recusas, o estado mantém um ritmo elevado de procedimentos. Em 2025, foram realizados 2.094 transplantes. Já em 2026, até 9 de outubro, foram contabilizadas 1.678 cirurgias.
A expectativa é superar o recorde registrado no ano passado, caso o ritmo de procedimentos seja mantido até o fim do ano.
Mais de 9 mil pessoas aguardam transplante
Apesar dos avanços, a demanda por órgãos continua alta. Em 9 de outubro, 9.257 pacientes aguardavam por transplantes em Minas Gerais.
A maior parte da fila era formada por pessoas à espera de córneas e rins. Confira os números:
Capacitação busca ampliar as doações
Para melhorar a identificação de potenciais doadores e o acolhimento das famílias, o MG Transplantes investe na formação de profissionais de saúde. Desde 2018, quase 5 mil profissionais de hospitais públicos, filantrópicos e particulares receberam treinamento técnico.
A capacitação inclui orientações sobre a identificação de possíveis doadores e a comunicação com familiares em momentos delicados.
A autorização familiar é fundamental para a doação de órgãos no Brasil. Por isso, conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador pode ajudar a esclarecer a decisão e permitir que essa vontade seja considerada em um momento difícil.