Criminosos renderam funcionárias e procuravam um cofre; um homem foi preso e um policial militar ficou ferido durante confronto com a Rota
Uma mansão da família Matsunaga, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, foi alvo de uma tentativa de assalto na quarta-feira (14). A ação terminou com três suspeitos mortos em uma troca de tiros com policiais da Rota, um homem preso e um policial militar ferido.
O imóvel pertence à família de Marcos Matsunaga, assassinado e esquartejado pela então esposa, Elize Matsunaga, em 2012. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o policial foi atingido no ombro e não corre risco de vida.
Funcionárias foram rendidas
Durante a invasão, os criminosos renderam duas empregadas domésticas e as ameaçaram. Um motorista que presta serviços à família chegou à residência durante a ação e foi agredido.
Os funcionários foram mantidos em um cômodo da casa principal. Um deles conseguiu acionar a polícia. Quando as equipes chegaram, o homem que acabou preso correu para os fundos do imóvel. Os outros três suspeitos trocaram tiros com os policiais em uma área de lazer no mesmo terreno.
A filha de Elize e Marcos, que vive com os avós desde o crime de 2012, não estava na mansão porque havia viajado com um familiar. Já Mitsuo Matsunaga, pai de Marcos e avô da menina, estava em um escritório no terreno e não foi abordado pelos assaltantes.
Polícia investiga participação de quinto suspeito
De acordo com as informações da investigação, os criminosos procuravam um cofre. A polícia apura se eles sabiam que a residência pertencia à família Matsunaga e investiga a possível participação de um quinto suspeito, que poderia ter atuado no planejamento do crime ou na fuga do grupo.
Outro ponto apurado pelos investigadores é o fato de as câmeras de segurança da mansão não terem registrado a invasão, apesar de o imóvel contar com estrutura de segurança particular, guarita e patrulhamento.
Caso relembra crime envolvendo Elize Matsunaga
Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato de Marcos Matsunaga. A pena foi reduzida posteriormente e, em 2022, ela obteve liberdade condicional, passando a cumprir o restante da condenação fora da prisão.
A investigação sobre a tentativa de assalto à mansão segue sob responsabilidade das autoridades paulistas.