Seis detentas receberam certificado de conclusão de curso Técnico de Corte e Costura. O curso teve duração de 14 meses, sendo ministrado duas vezes por semana
Detentas participantes do curso durante a entrega dos certificados, ocorrida na última semana
Seis detentas receberam certificado de conclusão de curso Técnico de Corte e Costura, oferecido por meio de parceria entre a Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, Escola Estadual Minervino Cesarino e Associação Comercial Industrial e Serviços de Uberaba (Aciu). O curso teve duração de 14 meses, sendo ministrado duas vezes por semana. No dia da entrega, ocorrido na quarta-feira, 3, também foi realizada a aula inaugural do Curso de Estética, abrangendo as áreas de Cabeleireiro, Manicure, Designer de Sobrancelha e Henna, Limpeza de Pele e Maquiagem.
De acordo com o diretor geral da penitenciária, Itamar da Silva Rodrigues Júnior, a proposta desse trabalho de qualificação profissional das sentenciadas em situação de privação de liberdade é a reinserção no contexto social das mesmas, após o cumprimento da pena. “Não é o primeiro curso que desenvolvemos.
É mais uma etapa da ressocialização, relacionada à humanização da pena. Esperamos que essas alunas saiam daqui com uma profissão e que voltem à sociedade de uma forma produtiva. Queremos, também, que a sociedade acredite nesta força de trabalho”, comenta.
A penitenciária tem hoje cerca de 930 presos, divididos em alas feminina e masculina. No total, o local abriga 59 detentas. O curso é voltado preferencialmente às presas condenadas, levando-se em conta o comportamento dentro do sistema prisional e a aptidão. No sistema prisional mineiro, uma das metas é ressocializar o preso de forma a humanizar a pena. Para as detentas, este e outros cursos serão muito úteis a elas para quando saírem daqui”, avalia.
Presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto diz que essa entrega de certificados é o marco de mais uma fase na vida dessas detentas e do Sistema Aciu. “Nosso objetivo com a Escola de Artes Dr. Odilon Fernandes é oferecer uma capacitação que dê condições a essas mulheres de sair do presídio com uma fonte de renda. A atividade remunerada irá possibilitar a elas encontrarem um caminho diferente do que percorreram até hoje”, argumenta.
A detenta Gleisse Fabiana da Silva está no terceiro curso e afirma que tem aproveitado bastante as oportunidades. “Todo aprendizado é interessante e o conhecimento nunca é demais. Eu queria o certificado porque, quando sair daqui, vou precisar de emprego. Gostei muito do respeito que eles têm conosco, a consciência de trazer o conhecimento para nós, que somos excluídos da sociedade. Ainda temos muito preconceito contra ex-presidiários”, lamenta. Já a detenta Miriam da Silva pretende continuar trabalhando no corte e costura. “É sempre uma inovação. Quero agradecer aos governantes e à direção do presídio pela iniciativa”, finaliza.